Veja BH recomenda

Veja BH recomenda

18/07/2012 10:39

Flora Rajão
Lucas Morais, Bruno Nunes e Thiago Vieira (de pé), e Gustavo Gazolla, André Veloso, Túlio Castanheira e Daniel Nunes (sentados): o septeto apresentará um oitavo integrante na sexta (20)

Show
Constantina.
O sucesso na cidade começou há pouco tempo. Mas os meninos da banda já acumulam quase dez anos de carreira. Em 2003, sete amigos belo-horizontinos se reuniram para fazer um som instrumental a partir de ritmos e influências diversas, como rock, folk, música nacional e eletrônica. Suas improvisações saborosas foram inspiradas no jazz americano e no gênio instrumental de Hermeto Pascoal. Os primeiros discos, Constantina (2005) e Jaburu (2006), fizeram o grupo ser conhecido na indústria e entre o público de São Paulo. Em 2008, surgiu o terceiro álbum, ¡Hola amigos...! (2008), que, graças à divulgação na internet, recebeu elogios até na Europa. Depois de duas turnês pelos Estados Unidos e do lançamento do quarto CD, Haveno (2011), finalmente veio a fama na cidade natal. No espetáculo de sexta (20), na Funarte, eles apresentam canções do novo trabalho, além de um oitavo integrante.




Divulgação
São João Batista que Alimenta o Cordeiro: a nova tela será exibida a partir deste sábado (14)

Exposição
Caravaggio.
A uma semana do encerramento, no domingo (22), a exposição Caravaggio e Seus Seguidores recebe uma nova tela do pintor italiano. O óleo São João Batista que Alimenta o Cordeiro chegou a constar na lista de obras que viriam da Europa em maio. Trâmites burocráticos, no entanto, só permitiram sua liberação há poucos dias. Inédita aos olhos do público até a metade do século XX, a pintura só foi reconhecida como um autêntico Caravaggio em 1951. É possível identificar características marcantes de seu trabalho, como a técnica do claro e escuro e a representação de figuras da iconografia cristã como pessoas comuns. Segundo estudiosos, a ambientação sombria e a atmosfera melancólica são resultado do período mais maduro do mestre. Nessa época, fim da primeira década do século XVII, o artista vivia seus últimos e mais turbulentos anos.




Manfred Esser
O violoncelista: com a energia de um astro do rock

Concerto
Johannes Moser.
Uma das preocupações entre grandes regentes e músicos tem sido como atrair o público jovem aos concertos. Esse é apenas um dos méritos do violoncelista Johannes Moser. De origem germânico-canadense, suas performances costumam ser cheias de energia e expressividade. Capaz de plugar seu violoncelo Andrea Guarneri, de 1694, a um computador, um amplificador e uma pedaleira, ele afirma que tem a energia de um astro de rock. Algumas distorções que faz no instrumento realmente lembram nomes do gênero. Na terça (17), ele divide o palco do Palácio das Artes com o conjunto da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Interpreta o Concerto para Violoncelo, do alemão Paul Hindemith. A peça é considerada extrovertida e promove uma interação entre solista e orquestra. Fanfarra, lirismo e tarantela integram a composição. Completam a noite as obras Uma Vida de Herói, de Richard Strauss, e Rienzi, de Wagner. A regência é do maestro Fabio Mechetti.




Mônica Cortez
Jean Pierre Kaletrianos e Antonio Salvador em cena: montagem reconstrói o mito de Prometeu

Teatro
Prometheus - A Tragédia do Fogo
. A história do titã da mitologia grega que concedeu o fogo aos humanos inspirou grandes nomes da literatura ocidental. Em O Desfecho, por exemplo, Machado de Assis antecipa o fim do herói, acorrentado a um penhasco para que a águia Ethón lhe comesse as vísceras. Menos fatalista, o espetáculo da Cia. Teatro Balagan, de São Paulo, relata os diversos acontecimentos que compõem o mito, como a criação do homem, a separação dos irmãos Prometeu e Epimeteu, o roubo do fogo, a condenação do gigante e a sua libertação. A dramaturgia de Leonardo Moreira articula diversas fontes sobre o tema, incluindo poemas e trechos das obras de Goethe (1749-1832), Franz Kafka (1883-1924) e Pirandello (1867-1936). Dirigidos por Maria Thaís, os onze atores vão além da palavra como meio expressivo, incrementando a narrativa com canto e dança. O papel do coro como protagonista da ação cênica também favorece a multiplicidade de perspectivas da montagem, em cartaz na Funarte MG de terça (17) a quinta (19).



Comentários
[an error occurred while processing this directive]
BUSCAR