Patrimônio preservado?

17 junho 2013 | deixe seu comentário (0)

Belo Horizonte tem cerca de 700 bens tombados, o que não significa que novas construções são proibidas de serem erguidas em seus terrenos. Alguns projetos valorizam o patrimônio, outros nem tanto, como podemos ver nas fotos abaixo. Atualmente, o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural (CDPC) do município aprova a construção de edificações em lote de bem tombado desde que guardado afastamento de cinco metros para garantir um respiro. O arquiteto Flávio Carsalade, que já foi presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artísitico de Minas Gerais (Iepha-MG) e é conselheiro do CDPC, fez a tese de seu doutorado sobre esse assunto. Na opinião dele existe mesmo a dificuldade de se conciliar desenvolvimento urbano, mercado imobiliário e conservação de patrimônio, o que resulta em “híbridos arquitetônicos de gosto discutível”. Gostei da expressão. O que vale mesmo é o bom senso de quem projeta e constrói e a real intenção de se preservar o nosso patrimônio.

Estrutura conservada: Casa tombada não é passagem, mas sim um ambiente isolado do condomínio. O novo harmoniza com o antigo. (Rua Maranhão, entre Aimorés e Timbiras, no Funcionários)

 

Somente a casca: Fachada de imóvel tombado virou hall de entrada de prédio de luxo. Chama atenção não pela beleza, mas pelo tanto que a antiga construção foi sufocada. (Rua Tomé de Souza, entre Levindo Lopes e Sergipe, em Lourdes)

Tags: Publicado em: Arquitetura e Urbanismo | Cenas de Belo Horizonte | Mercado Imobiliário
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