Noite

Casa que inspirou música do Skank e foi sucesso nos anos 1990 vai ocupar o espaço do antigo Usina de Cinema

Bar Nacional prepara retorno ao cenário musical de BH

por João Renato Faria | 15/08/2012 16:59

Arquivo pessoal

Ele vai voltar. Sucesso nos anos 1990, o Bar Nacional está com o retorno agendado para o fim de setembro. No lugar do espaço onde fez fama, entre 1994 e 1997, na Avenida do Contorno, a nova encarnação da casa vai ocupar um endereço conhecido da cultura de BH: o antigo Usina de Cinema, na Rua Aimorés, que está fechado desde 2009.

As quatro salas de cinema estão passando por uma reforma intensa, que vai mudar a cara do local. A ideia é que o novo Bar Nacional seja multiambiente, com áreas separadas para diversos tipos de atrações musicais. "Vamos ter um espaço para shows, uma boate e um lounge", diz a proprietária Anésia Cambraia. Um restaurante e uma galeria de arte na rampa de acesso completam os diferentes espaços internos.

A empresária decidiu retomar a marca depois de perceber que várias gerações ainda comentam sobre o bar, mesmo quem não frequentou. Na sua primeira encarnação, o local foi um dos responsáveis pelo nascimento da cena que revelou nomes como Jota Quest e Skank. A banda de Samuel Rosa, inclusive, homenageia o bar na música Garota Nacional, de 1996. "Todo mundo tem uma boa lembrança de lá, até eu era feliz e não sabia", brinca Anésia.

Mas a programação não vai ter só pop rock. A ideia é diversificar as opções musicais, abrindo espaço para MPB, samba, jazz e até o sertanejo, cada vez mais popular. Enquanto isso, as obras seguem a todo vapor no antigo cinema. Os 960 metros quadrados terão capacidade para 600 pessoas, com o conforto como palavra de ordem. "Vão ter muitas mesas, cadeiras, poltronas. Serão sete bares espalhados pelos ambientes, para ninguém precisar andar muito para ser atendido", conta Anésia. Para evitar reclamações dos vizinhos, já que o novo Bar Nacional está cravado no meio de um quarteirão residencial, a acústica vai ser reforçada. O projeto é da empresa americana WSDG e conta com a instalação de molas para absorver o som.

Para a abertura, Anésia revela que quer tentar reunir músicos que fizeram história no primeiro Bar Nacional. "Ainda estou conversando com eles", afirma, sem revelar nomes.



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