Bares

Conheça cinco bares veteranos de Belo Horizonte

Abertos antes de 1950, eles continuam em funcionamento na capital

Por: João Renato Faria - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Tradicionais, históricos, veteranos. Todos estes adjetivos caem muito bem em alguns botecos de Belo Horizonte. Abertos antes de 1950, eles resistiram ao tempo e a mudanças de governos, moedas e até de hábitos da cidade e podem ser considerados museus etílicos.

No Bar do Orlando e na Mercearia Lili, por exemplo, ainda se encontram produtos nas prateleiras, resquícios de uma época em que se bebiam nas vendinhas. Já o Café Bahia, com sua mudança de endereço, conta parte da história da boêmia mineira, enquanto o Café Palhares ainda oferece o famoso kaol.

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Bar do Orlando

Localizado no Santa Tereza, o bar foi aberto em 1919. Mas, na inauguração, o forte não era a bebida e sim os artigos para pesca, já que na época o Ribeirão Arrudas ainda tinha peixes em suas águas. Dos tempos de armarinho, ainda sobraram no espaço algumas prateleiras, que exibem artigos de mercearia como enlatados e produtos de limpeza.

Rua Alvinópolis, 460, Santa Tereza. Telefone: 3481-2752

Café Bahia

Foi inaugurado em 1937, na Rua da Bahia. Na época, a via era o centro da vida noturna belo-horizontina, frequentada por literatos, jornalistas e boêmios. Com o declínio da rua, se mudou para o atual endereço em 1970. O cozinheiro José Renato está há quarenta anos no comando do fogão, onde produz o famoso bolinho de bacalhau (R$ 3,50 a unidade).

Rua Tupis, 369, Centro. Telefone: 3274-4530

Café Palhares

Está em funcionamento desde 1938 no mesmo endereço, no Centro de BH. Seu balcão, no formato da letra "U", já recebeu nomes como Magalhães Pinto e Juscelino Kubistchek. Nos anos 1950, o compositor e radialista Rômulo Paes experimentou um prato de arroz, ovo e linguiça, escoltado por uma cachaça e não pestanejou. Batizou a iguaria como kaol, usando as iniciais de cada ingrediente. O "K" para se referir à cachaça, segundo ele, era para dar um ar de nobreza ao prato, que até hoje está no cardápio, acrescido de couve e farofa (R$ 11,00).

Rua Tupinambás, 638, Centro. Telefone: 3201-1841

Merceria Lili

Foi aberta no Santo Antônio em 1949, vendendo principalmente artigos de secos e molhados. Desde 2009, ocupa uma casa mais ampla, bem ao lado do antigo endereço. Mas o jeitão do passado - com as prateleiras repletas de itens como sardinha em lata, óleo, papel higiênico, sabonete e outros produtos de limpeza - ainda continua lá. Para atender os clientes da mercearia, o proprietário Dércio Antonio Ferreira Dias abre as portas às 6h15 e é só com o cair da noite que o bar começa a funcionar de fato.

Rua São João Evangelista, 676, Santo Antônio. Telefone: 3293-3469

Tip Top

Está desde 1929 no mesmo endereço, no Lourdes. O nome pode não fazer muito sentido para os frequentadores de hoje, mas ele tem origem em uma gíria usada entre os anos 20 e 30, que significava "tudo bem". Para lembrar aquela época, várias fotos antigas de BH decoram as paredes. O bar foi fundado pelo casal Adolfo e Paula Huven, que vinham da República Tcheca e elaboraram um cardápio de petiscos da cozinha alemã. Desde 1984 no comando da casa, a atual proprietária, Tereza Recoder, mantém em oferta pratos que datam da fundação, como o salsichão com salada de batata (R$ 35,00, para duas pessoas).

Rua Rio de Janeiro, 1770, Lourdes. Telefone: 3275-1880

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE