É de graça!

15 programas gratuitos para a semana (02 a 08/11)

Por: João Renato Faria - Atualizado em

Especial

Oficina de Quadrinhos

Sendo a casa do maior festival de quadrinhos da América Latina, não é espantoso que Belo Horizonte tenha uma notável produção de histórias ilustradas. Para espalhar ainda mais essa febre, Ricardo Tokumoto, autor do blog Ryot IRAS (www.ryotiras.com), e Luís Felipe Garrocho, do Quadrinhos Rasos (www.quadrinhosrasos.com), participam da oficina Enchendo um Caderno com Quadrinhos. Eles ensinam métodos de criar HQs a alunos que não sabem desenhar e que não têm ideias para construir uma narrativa.

Mezanino do Sesc Palladium. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3270-8100. De 5 a 12 de novembro. Grátis. Inscrições pelo e-mail educativopalladium@sescmg.com.br.

Festival Internacional de Diversidade Cultural

Em comemoração ao mês da consciência negra, o festival espalha shows, oficinas e diversas intervenções culturais pela cidade.

Vários lugares de Belo Horizonte. Até 30 de novembro. Grátis. Clique aqui e confira a programação completa.

Crianças

Visita Teatralizada

O programa CCBB Educativo foi pensado para toda a família explorar as dependências do instituto. Com uma equipe de 22 profissionais graduados em artes visuais, música, teatro, história e filosofia, os passeios pelo prédio pretendem mostrar que a arte não é um bicho de sete cabeças. Crianças podem participar da contação de histórias e da "visita teatralizada", em que educadores com formação em artes cênicas encarnam personagens como o Barão do Café, a Moça dos Anos 20 e o Tocador de Realejo. Rec. a partir de 5 anos.

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9440. Contação de histórias: sábado, domingo e feriados, 14h e 17h. Visita teatralizada: sábado, domingo e feriados, 18h. Grátis. Retirada de senha com no mínimo meia hora de antecedência.

E o Palhaço, o que É?

A homenagem ao universo circense começa com a clássica introdução "Respeitável público..." e continua com a brincadeira "Prepare seu coração, pois vem aí o palhaço mais bonito do Brasil!". É com muito bom humor que a trupe carioca Off-Sina mostra à meninada a poesia do circo a partir de seu representante máximo, o palhaço. As confusões começam quando o casal Currupita e Café Pequeno chega para anunciar o espetáculo do Circo Pinico sem Tampa. Atenção: essa peça contém momentos interativos. Ao perceberem que estão sem um "apresuntador", os artistas escolhem um "sortudo" da plateia para apresentar os números de malabarismo, mágica, manipulação de bonecos e música. O palhaço também resolve ensaiar o público usando plaquinhas de "aplausos", "gritos", "gargalhadas" e "silêncio" (60min). Livre.

Teatro Bradesco (613 lugares). Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1360 Neste domingo (3), 16h. Grátis. Os ingressos serão distribuídos a partir das 14h.

Exposições

Augusto Fonseca

No delicado conjunto de aquarelas, desenhos, fotografias e objetos intitulado O Falso Espelho, o jovem pintor faz uma releitura às avessas do mito de Narciso. Em uma sequência de autorretratos, ele se apresenta como um homem que, em vez de admirar, estranha a própria figura. O destaque vai para a parede de desenhos.

Galeria de Arte Copasa. Rua Mar de Espanha, 525, Santo Antônio, ☎ 3250-1506. Todos os dias, 8h às 19h. Grátis. Até dia 11.

Binho Barreto

Os traços delicados do artista belo-horizontino estão em diversas vias públicas da cidade, mas não nas mais badaladas. Seu trabalho em grafite costuma ocupar paredes de fábricas abandonadas, vilas, escolas e muros em regiões periféricas da capital. Sua obra também pode ser encontrada semanalmente no caderno de cultura do jornal Folha de S.Paulo. Olhares melancólicos, atmosfera atemporal e uma visão crítica do modo de vida contemporâneo são marcas do trabalho de Barreto. Na mostra Nado Raso, ele exibe vinte desenhos recentes e fotos de grafites feitos nas ruas, além de imagens sobre seu processo de criação em estúdio.

Galeria de Arte do BDMG Cultural. Rua Bernardo Guimarães, 1600, Lourdes, ☎ 3277-4384. Todos os dias, 10h às 18h. Grátis. Até 1º de dezembro. A partir de quinta (7).

Candido Portinari

Não se pode deixar de ver de perto a dupla de painéis Guerra e Paz, do célebre pintor de Brodowski (1903-1962). As visitas estão organizadas em sessões que apresentam um vídeo de dez minutos sobre a vida do artista antes de revelar os murais. Não se preocupe, pois a introdução não é entediante. Felizmente, as intervenções tecnológicas só potencializam a complexidade e a beleza dos traços da obra-prima de Portinari. No 7º andar ainda estão expostos mais de setenta estudos preparatórios e alguns documentos históricos da época de produção das telas monumentais (1952-1956).

Cine Theatro Brasil Vallourec. Praça Sete, Centro, ☎ 3201-5211. Terça a domingo. Sessões a cada hora, entre 10h e 19h. Grátis. Até dia 24.

GTO - 100 Anos

Geraldo Teles de Oliveira (1913-1990) foi um homem humilde que descobriu tardiamente sua vocação artística. Depois de trabalhar em plantações e até como vigia noturno de um hospital, GTO (como gostava de ser chamado) disse ter tido uma série de visões que o incitavam a fazer esculturas. Autodidata, começou a produzir entalhes em madeira aos 55 anos. Em totens, mandalas e peças de formatos variados, ele retratou figuras religiosas, festas e costumes mineiros. Em homenagem ao centenário de seu nascimento, o mestre ganha mostra de trinta obras de madeira e uma peça rara esculpida em pedra-sabão.

Centro de Arte Popular - Cemig. Rua Gonçalves Dias, 1608, Funcionários, ☎ 3222-3231. Terça, quarta e sexta, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; sábado e domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 29 de dezembro.

João Castilho

O fotógrafo mineiro já está em cartaz na cidade com a coletiva Paisagem Submersa, ao lado dos colegas Pedro Motta e Pedro David. Na quarta (6), ele inaugura a individual Caos Mundo, com fotografias, vídeos e instalações recentes. Produzidos entre 2012 e 2013, os trabalhos abordam questões aparentemente desconectadas, como a relação entre homem e natureza, sequestros e escravidão. O artista explica, no entanto, que todos os temas tratam de violência e de conflitos visíveis e invisíveis. Em uma imagem da série Vade Retro, por exemplo, uma tartaruguinha que parece se debater de barriga para cima desperta sentimentos de impotência e agonia. Sensações parecidas são incitadas pela série de vídeos Morte Súbita, que mostram o sofrimento de reféns em telejornais. "Não sei fazer arte sem conteúdo político", resume Castilho.

Funarte. Rua Januária, 68, Floresta, ☎ 3213-3084. Segunda a sexta, 10h às 18h. Grátis. Até 6 de dezembro. A partir de quarta (6).

Narrativas Poéticas

Com montagem e iluminação caprichadas, a mostra ocupa os três pisos do Museu Inimá de Paula com 89 obras de grandes nomes, como Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Iberê Camargo, Manabu Mabe e Farnese de Andrade. No 2º andar, vale a pena demorar em frente à delicada aquarela de Kichizaemon Takahashi e ao óleo Terra e Lua, de Wega Nery. O destaque do 3º piso é a exuberância de três telas em vermelho de Tomie Ohtake. A oportunidade de ver de uma só vez tantos trabalhos importantes e significativos para a história da arte brasileira torna quase desnecessários alguns áudios e projeções colocados nos salões.

Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320. Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 8 de dezembro.

Nelson Brasil Rodrigues - 100 anos do Anjo Pornográfico

Em 2012, ano do centenário de seu nascimento, o célebre dramaturgo ganhou mostra retrospectiva organizada por Crica Rodrigues e Nelson Rodrigues (filho). Ponto final das itinerâncias da Funarte, a sede de Belo Horizonte recebe a exposição de textos, reportagens, programas de peças teatrais, críticas e fotos históricas.

Funarte. Rua Januária, 68, Floresta, ☎ 3213-3084. Segunda a sexta, 10h às 18h. Grátis. Até 20 de dezembro.

As Origens do Fotojornalismo no Brasil: um Olhar sobre O Cruzeiro (1940-1960)

O semanário, que circulou de 1928 a 1975, marcou a memória dos brasileiros e influenciou a maneira de fazer jornalismo impresso no país. Talvez a mais importante inovação do veículo tenha sido permitir que os ensaios fotográficos dividissem o protagonismo da página com o texto. Em mostra organizada pelo Instituto Moreira Salles, estão expostas cerca de 400 imagens, que retratam desde as incursões indígenas dos irmãos Villas Bôas até a vida privada de Carmen Miranda. Vale a pena subir ao mezanino para ver de perto três câmeras fotográficas usadas entre as décadas de 20 e 50 e a famosa reportagem de 1952 sobre a viagem de Guimarães Rosa pelo sertão mineiro.

Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737 (Praça Sete), Centro, ☎ 3236-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até dia 17.

Ricardo Burgarelli

Na exposição América, Sacco e Vanzetti Não Podem Morrer, o artista apresenta intervenções feitas sobre reproduções de antigos jornais que noticiaram a condenação à morte dos anarquistas italianos Sacco e Vanzetti, nos Estados Unidos, em 1927. Na série Guerra dos Perdidos, ele se junta a Luísa Horta para produzir uma narrativa de guerra fictícia com base em textos, fotos antigas e outros objetos. Nos dois trabalhos é possível perceber a memória como fio condutor.

Memorial Minas Gerais - Vale (Sala de Exposições - 3º andar). Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317. Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até 1º de dezembro.

Tomie Ohtake

Nascida no Japão e naturalizada brasileira, ela é considerada a dama das artes plásticas no país e segue em atividade aos 99 anos de idade. Em homenagem a seu centenário, que será completado dia 21, foram organizadas mostras em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador. Por aqui, cinquenta obras encontram-se montadas em ordem cronológica e ilustram diversas fases de sua carreira. Só o primeiro quadro é figurativo. O que se vê nas telas seguintes é o uso crescente e mais livre de manchas de cor e formas circulares, ovais e retangulares. No fim do corredor estão uma bela série de gravuras e, dependuradas no teto, cinco esculturas de ferro, quatro produzidas neste ano. Com 412 metros quadrados e uso inteligente da luz natural, paredes, piso e teto brancos, a galeria projetada por Paulo Pederneiras e Fernando Maculan é uma atração à parte.

Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1027. Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 2 de fevereiro de 2014.

Shows

Marcelo Caldi Trio

Acompanhado do percussionista Fábio Luna e do violonista Rogério Caetano, o acordeonista carioca explora o início da carreira de Luiz Gonzaga e introduz a sanfona, instrumento típicamente nordestino, no choro.

Praça Floriano Peixoto, ☎ 3222-5271. Sexta (8), 20h. Grátis.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE