Beleza

27 candidatas a Miss Brasil cumprem agenda cheia em BH

Capital sedia o concurso pela primeira vez

Por: Carolina Daher - Atualizado em

Gustavo Andrade/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Beldades perfiladas no Iate Tênis Clube, na segunda (16): o teste do biquíni

— Quem é você?

— Sou a Paraná.

— Cadê a Rio Grande do Sul?

O diálogo inusitado aconteceu na última segunda (16), poucos minutos antes do teste do biquíni para as candidatas ao Miss Brasil 2013. Ali, em uma fila indiana por ordem alfabética dos Estados, elas perdem nome, profissão, identidade. São apenas moças que tentam ser eleitas a mulher mais bonita do país. Debaixo de um sol de rachar e em cima de saltos de quase 20 centímetros de altura, as 27 candidatas exibiram seus dotes aos cinco jurados técnicos do concurso. "Nossa função é acompanhá-las durante quatro encontros para avaliar não só a beleza, mas também a simpatia e o porte", diz Viviane Negocia, jurada e coordenadora da Enter, empresa responsável pela produção do evento. Caberá ao quinteto escolher as quinze candidatas que serão avaliadas pelo júri artístico, composto de figuras como a apresentadora Sabrina Sato e o estilista Victor Dzenk. "Fazemos um filtro, pois, muitas vezes, os outros jurados têm contato com elas apenas na hora do desfile", explica Viviane, referindo-se à grande final do concurso, que será realizada no sábado (28), no Minascentro, com transmissão ao vivo pela Band Minas.

A primeira avaliação das candidatas foi realizada no Iate Tênis Clube, na Pampulha. Na sala improvisada de maquiagem, enquanto dava um último retoque no batom, a Miss Rio Grande do Norte, Cristina Alves da Silva, fez questão de elogiar as rivais. "São todas fofas e simpáticas", disse. O que rola nos bastidores, no entanto, é outra história. As chaperonas - damas de companhia, responsáveis por cuidar das moças desde a hora em que acordam - cortam um dobrado para que todas se mantenham dentro das regras, inclusive as de elegância. "Imagine 27 mulheres vaidosas juntas por dezesseis dias. É claro que rolam atritos", desabafa Janaína Barcelos, representante de Minas Gerais. Ela mesma é um dos alvos preferidos das fofocas. Durante a disputa estadual, foi chamada de gorda por outras concorrentes. "Eu não me importo, foco as minhas qualidades e sigo em frente. Não adianta ser linda e não ter atitude", alfineta ela, que perdeu 5 quilos no último mês e atualmente exibe uma silhueta bem mais enxuta.

Não é mesmo fácil enfrentar a maratona pela faixa. As candidatas são submetidas a torturas psicológicas capazes de fazer qualquer mulher entrar em crise. Afinal, ter o corpo milimetricamente analisado, sem se sentir constrangida, não é para qualquer uma. "Não fico nervosa porque sei que fiz o meu dever de casa direitinho", esnoba Bruna Michels, de São Paulo, que malha duas horas por dia. "Minha barriga está trincada", vangloria-se ela, exibindo a cintura de 63 centímetros. Enquanto esperam para ter suas medidas, celulites e estrias julgadas, as candidatas tentam manter o respeito mútuo, mas não se esquecem de que estão ali umas contra as outras. Assim que vê a miss São Paulo entrando na fila, Lisianny Nascimento Bispo, candidata do Sergipe, não se aguenta: "Você está muito magra! Sofri com seu corpo". Do outro lado, a representante de Rondônia, Jeane Ferreira de Aguiar, quase desceu do salto, literalmente. Pouco antes de se apresentar, o seu quebrou. "Fiquei de-ses-pe-ra-da", diz ela, que precisou da ajuda da produção para desfilar. Reza a lenda que um dos golpes mais baixos que uma miss é capaz de dar é esconder o sapato da outra, mas Jeane não acredita em armações. Foi defeito de fábrica mesmo. "E olha que paguei caríssimo por ele."

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE