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Alça norte do viaduto Batalha dos Guararapes é implodida

O impacto da demolição quebrou janelas de prédios vizinhos, mas não causou danos estruturais nos edifícios

Por: Rafaela Matias - Atualizado em

Victor Schwaner
(Foto: Redação VejaBH)

O estouro dos 125 quilos de explosivos utilizados para desfazer o que restava do viaduto Batalha dos Guararapes, em Belo Horizonte, pôde ser ouvido em um raio de pelo menos 10 quilômetros, mas não teve impacto sobre a estrutura dos residenciais Antares e Savana, localizados a 50 metros do local. O procedimento, que aconteceu às 9 horas deste domingo (14), foi considerado um sucesso pelos envolvidos e, até o momento, o maior dano registrado foram às janelas de prédios vizinhos, que tiveram os vidros quebrados pelo deslocamento de ar. A construtora Cowan, responsável pela execução do elevado, já acionou vidraceiros e arcará com os custos do conserto. A previsão é que a via, que está interditada desde o último dia 3 de julho, seja liberada na próxima segunda-feira (22).

De acordo com o engenheiro Fábio Bruno Pinto, responsável pela demolição, o impacto foi mínimo e as vibrações atingiram níveis 42% menores que o previsto em simulação. "Colocamos alguns montes de terra para ajudar a amortecer a queda", explica. "Ocorreu tudo conforme o planejado."

Cerca de uma hora antes da implosão, a área foi evacuada em um raio de 200 metros e os moradores retornaram logo após o procedimento para acompanhar a vistoria dos imóveis. Segundo o Coronel Alexandre Lucas, coordenador municipal da Defesa Civil, os residentes dos edifícios Antares e Savana poderão ficar no hotel custeado pela Cowan até que o tabuleiro da alça norte seja totalmente retirado. "A poeira e o barulho podem ser muito intensos", afirma. "Usaremos todas as tecnologias disponíveis para agilizar o processo."

Sobre a reconstrução do viaduto, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que essa não é uma prioridade no momento e as decisões só serão tomadas após análise futura. Mesmo assim, a presidente da Associação dos Moradores e Lojistas da Pedro I é taxativa quanto à possibilidade. "Não existe essa hipótese", afirma. "O transtorno já foi grande o suficiente para deixarmos reconstruir algo aqui."

A alça sul do Viaduto Batalha dos Guararapes desabou no dia 3 de julho deste ano, matando duas pessoas e ferindo outras 23.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE