Belo-horizontinos de 2012

Futebol: Alexandre Kalil

O presidente do Atlético apostou alto no polêmico Ronaldinho Gaúcho, acertou em cheio e pôs o time na luta pelo título brasileiro

Por: João Renato Faria - Atualizado em

Nidin Sanches/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Supersticioso, Alexandre Kalil assiste na mesma TV pequena e antiga a todos os jogos que o Atlético faz fora da cidade. Não adianta ninguém insistir para ver no enorme e modernoso aparelho de sua sala. "Ela está invicta na temporada", comemora ele, referindo-se à televisãozinha. Depois de um 2010 e um 2011 pífios, este ano, o quarto de seu mandato como presidente do time, foi de redenção. Na última rodada do Brasileirão, quando o Galo venceu o Cruzeiro por 3 a 2, garantindo o vice-campeonato brasileiro e uma vaga na Libertadores, os torcedores gritaram seu nome em coro. Convenhamos, não é coisa que se veja todo dia. "Foram dois anos errando, uma hora a gente ia acertar", afirma o cartola, que tem fama (justificada, diga-se) de mal-humorado. Em janeiro, ignorando a pressão da imprensa, Kalil manteve o elenco de 2011, incluindo o técnico Cuca, que havia saído humilhado da Arena do Jacaré depois de uma derrota por 6 a 1 contra a Raposa. Motivada, a equipe levou o título do campeonato estadual sem perder uma só partida. Em junho, o dirigente surpreendeu novamente ao contratar o craque Ronaldinho Gaúcho, que havia saído do Flamengo pela porta dos fundos. Para 2013, já trouxe o volante pentacampeão do mundo Gilberto Silva. Pai de três filhos adultos e separado, o belo-horizontino dedica quase todo o seu tempo ao clube. Não costuma sair da sede em Lourdes antes de 1 da manhã. "Tenho orgulho de ser o presidente", diz. A torcida deve concordar: Kalil anda mesmo podendo rir à toa.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE