Diversão

Aquário de Belo Horizonte, no Jardim Zoológico, recebe novos peixes de água doce

Piaba, pacu e acarazinho são alguns dos novos habitantes da atração na Pampulha

Por: Paola Carvalho - Atualizado em

Victor Schwaner/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Mais de sessenta espécies: das pequenas piabas aos grandes surubins

Eles imaginavam ver, num primeiro momento, peixes marinhos. Mas, ao fim da visita ao Aquário de Belo Horizonte, não se arrependeram de conhecer as espécies do Rio São Francisco. "Eu amei a piranha, pois ela é colorida, tem dentes, e eu não fazia ideia de que era tão bonita", conta Sara Cunha, de 8 anos. "Prefiro o peixe-gato, por causa do bigode. Nem sabia que existia", diz Ítalo Ferreira, 7. Atualmente, a atração mantida pela Fun­­dação Zoobotânica, em funcionamento no Jardim Zoológico, tem mais de 2 200 peixes de sessenta espécies — um quarto do total das encontradas na bacia. E outros estão a caminho. Uma expedição a Várzea da Palma, município do noroeste de Minas, trouxe novidades para a capital. À medida que se adaptam ao cativeiro, elas são colocadas em exposição.

"Peixes de lagoas marginais e também filhotes de espécies migratórias entrarão para o cardume", afirma o biólogo responsável pelo aquário, Thiago da Motta. Entre eles estão manjuba, saguiru, piaba, tesourinha, pacu, barrigudinho e acarazinho. "A experiência mostra que os filhotes costumam ser os que melhor se adaptam às condições, daí a preferência pela captura deles." A Fundação Zoobotânica tem licença do Instituto Estadual de Florestas (IEF) para a coleta de espécies e parceria com a organização não governamental Terra Brasilis para a pesca. Nos muitos pequenos aquários, chamam atenção desde piabinhas que cabem na palma da mão até o surubim, o maior peixe do rio, que pode chegar a 1,6 metro e 100 quilos.

O aquário, o maior de água doce do país, é o primeiro a tratar exclusivamente da bacia do São Francisco, rio que nasce na Serra da Canastra, em Minas, e passa pela Bahia, por Pernambuco, Sergipe e Ala­­goas. Com 2 863 quilômetros de extensão, percorre diferentes biomas, como o cerrado, a caatinga e a Mata Atlântica. O trecho navegável, contudo, é de 1 234 quilômetros, ligando Pirapora (MG) a Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). Uma réplica do barco a vapor Benjamin Guimarães, que ainda hoje navega pelas águas do Velho Chico, também pode ser observada ali. "A água é muito importante para a vida", descobriu a pequena Naylane Almeida, de 8 anos, que esteve lá com sua escola. Agora, ela quer voltar com os pais e mostrar o que aprendeu. "A gente precisa mesmo preservar a natureza."

Aquário de Belo Horizonte. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 8000, Pampulha, ☎ 3277-7100. Terça a domingo, 9h às 16h30. R$ 2,00 (ter. a sáb.) e R$ 4,00 (dom. e feriados) para entrar no zoo. Mais R$ 5,00 no aquário. Grátis para menores de 7 anos e maiores de 60.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE