Cidade

Belo Horizonte tem o terceiro dia seguido de protestos

Manifestantes voltaram a ocupar a Praça Sete e fechar o trânsito

Por: João Renato Faria - Atualizado em

Pelo terceiro dia consecutivo, Belo Horizonte teve que conviver com um protesto em suas ruas. A Praça Sete, que havia sido vandalizada na terça (18), voltou a ser ocupada por manifestantes que reivindicam, entre outras coisas, melhoria no transporte público. Por volta das 13 horas, cerca de 500 pessoas já estavam no cruzamento entre as avenidas Afonso Pena e Amazonas, no Centro de BH. Logo, a multidão chegou a aproximadamente 5 000 pessoas.

Um princípio de confusão foi registrado quando manifestantes começaram a arremessar bombas contra uma banca de revistas. As explosões assustaram quem estava no local e provocaram correria. Cinco pessoas foram presas pela Polícia Militar, duas por atirarem os explosivos e três por furtarem celulares e carteiras da multidão.

No meio da tarde, o grupo se dividiu. Parte dos manifestantes ficou na Praça da Estação, onde um evento oficial da Fifa transmitia o jogo entre Brasil e México. Outro grupo seguiu para o prédio da prefeitura, no Centro e depois, para a Praça da Liberdade e para a Assembleia Legislativa, no bairro Santo Agostinho. Depois, voltaram para a Praça Sete, onde permaneceram até a noite desta quarta (19). Segundo a PM, o número chegou a 20 000 pessoas somados todos os focos de manifestação.

No fim da tarde, o prefeito Marcio Lacerda anunciou que enviará um projeto de lei à Câmara Municipal propondo a isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS) sobre os custos do transporte público. O objetivo da medida é reduzir o valor da tarifa em BH, que hoje custa 2,80 reais na maior parte das linhas. A prefeitura promete detalhar a proposta nesta quinta (20), para quando está previsto mais um protesto. Pelo Facebook, mais de 40 000 pessoas confirmaram a participação no ato, que começará às 17 horas, mais uma vez na Praça Sete.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE