Belo-horizontinas Nota Dez

Belo-horizontinas Nota Dez

Nome: Stephanie Birchal Robbe e Denise Rache | Profissão: estudante de relações internacionais e chef de cozinha | Atitude transformadora: coordenam um projeto de aulas de gastronomia para jovens carentes

Por: Luisa Brasil - Atualizado em

Nidin Sanches/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

"Amo cada um como se fosse meu filho" Stephanie (de branco), com Denise e alunos do Projeto Mãos à Obra

Era impossível entrar na cozinha do Projeto Mãos à Obra sem se deliciar com o aroma da cocada de leite condensado que saía fresquinha do fogão. No comando das panelas, alunos aplicados se revezavam para chegar ao ponto ideal da receita: cremosa, sem ficar dura. Eles são aprendizes de um curso de gastronomia oferecido a jovens carentes do Lar dos Meninos São Vicente de Paulo, no bairro Olhos d'Água, na Região Oeste de BH.

À frente da empreitada estão a chef de cozinha Denise Rache e a atriz e estudante de relações internacionais Stephanie Birchal Robbe. Quando entrou no projeto, em maio do ano passado, Stephanie já era uma veterana no voluntariado. Em 2009 e 2010, ela se dedicou a trabalhos no Marrocos, na África, e no Sri Lanka e na Tailândia, na Ásia. "Lá, deixei de ser turista e vivia como uma local. Isso mudou totalmente a minha vida", diz. Ao voltar para o Brasil, quis continuar a atuar em prol do próximo e encontrou em Denise a parceira ideal. Ex-chef de restaurantes como o Ficus, em Lourdes, e o Merlin, no Belvedere, Denise é responsável pela parte da cozinha. Já Stephanie fica na coordenação, desde a busca de patrocínios até o acompanhamento escolar dos jovens que participam do projeto. "Quando eles chegam aqui, você vê a diferença nas notas das provas", afirma Stephanie. "Eles ficam mais interessados e melhoram como um todo." Denise prepara até as festas de aniversário dos alunos. Na mais recente, levou um deles e os irmãos para jogar boliche. "Faço o que estiver ao meu alcance", conta. "Amo cada um como se fosse meu filho."

Atualmente, a dupla comanda doze alunos com idade entre 13 e 18 anos, em aulas de quatro horas, de segunda a sexta. "Quando trabalhava em restaurante, tinha grande dificuldade com a mão de obra", lembra Denise. Para manter o curso funcionando, elas gastam muita sola de sapato atrás de doações. Nem sempre é fácil, mas já pensam em crescer. "O projeto anda perfeitamente e tenho certeza de que um dia iremos ampliá-lo", diz Stephanie.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE