Trânsito

BHTrans inaugura faixa exclusiva para ônibus na Avenida Carlos Luz

Belo Horizonte atinge 52,4 quilômetros de pistas exclusivas para o transporte coletivo

Por: Paola Carvalho - Atualizado em

Gustavo Andrade/Odin - Carlos Hauck/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Os corredores nas avenidas Nossa Senhora do Carmo e Alfredo Balena: o plano da BHTrans é aumentar a quantidade de vias como estas

A Avenida Amazonas foi a primeira de Belo Horizonte a ganhar uma faixa preferencial para o transporte coletivo, na década de 80 - e, por muitos anos, a única. Nesta semana, a BHTrans, empresa que administra trânsito e transportes na capital, vai inaugurar, na Avenida Carlos Luz, a 16ª via exclusiva para os ônibus, totalizando 52,4 quilômetros dedicados a eles. Os próximos quatro corredores desse tipo serão nas avenidas Assis Chateaubriand e Silviano Brandão, na Rua Niquelina e na Via 240. Gradativamente, todos eles receberão detectores de invasão de pista. "Cada ônibus transporta até setenta pessoas, enquanto o carro leva, em média, 1,4", afirma Edson Amorim, diretor de Sistema Viário da BHTrans. "É por isso que os coletivos devem ser priorizados." Desde o início das operações do sistema Move, em fevereiro, essas adaptações no trânsito para dar preferência aos ônibus se tornaram mais frequentes na cidade, exigindo atenção por parte dos motoristas. Apesar das indicações nas placas e no chão, muitos condutores invadem o espaço que não é para uso dos carros particulares. Só na Avenida Nossa Senhora do Carmo, por exemplo, 10 462 belo-horizontinos foram multados no primeiro semestre deste ano por transitar em faixas de circulação exclusiva - uma média de 58 por dia.

Em quatro desses corredores, o desrespeito é flagrado por dez radares detectores de invasão (confira os endereços abaixo). E duas licitações em andamento preveem a instalação de mais de 130 dispositivos no início de 2015. "A fiscalização induz à mudança de comportamento", afirma Amorim. "Depois, o condutor acaba percebendo que o trânsito flui melhor para todos." Nas faixas preferenciais - onde está grafado o nome Move sobre a via ou o asfalto está pintado de azul -, carros, caminhões, táxis e motos só podem trafegar para realizar conversões. Já nas pistas exclusivas - que são demarcadas por tachões, as chamadas "tartarugas" -, apenas os ônibus podem circular. O motorista que descumprir as regras está sujeito a multa. Se a via exclusiva ou preferencial ficar à direita, a infração é leve, punida com 3 pontos na carteira e multa de 53,20 reais. Se ficar à esquerda, é grave e resulta em 5 pontos na carteira e multa de 127,69 reais.

Especialista em transporte e trânsito da Consultoria ImTraff, o engenheiro Frederico Rodrigues aprova o plano da BHTrans de expandir as faixas preferenciais e exclusivas. Uma pesquisa da ImTraff mostra que os ônibus são responsáveis por transportar 55% dos belo-horizontinos, embora representem apenas 3% dos veículos em circulação na cidade. Já os automóveis, que correspondem a 78% da frota circulante, carregam 39%. "Priorizar o transporte coletivo é uma diretriz para o mundo todo."

Infratores na mira

Há dez detectores de invasão de faixas exclusivas na cidade

Na Avenida Augusto de Lima, na altura dos números 42 e 407

Na Avenida Nossa Senhora do Carmo, na altura dos números 329, 500, 624 e 777

Na Rua Padre Belchior, na altura dos números 112 e 139

Na Avenida Waldyr Soeiro Emrich, na altura dos números 1455 e 1476

52,4 quilômetros

é o total da extensão de vias preferenciais ou exclusivas para ônibus em dezesseis avenidas e ruas da capital

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE