Meio ambiente

Começa remoção das capivaras da Pampulha

Cercas e armadilhas estão montadas no Parque Ecológico e no Museu de Arte da Pampulha para capturar os animais

Por: Glória Tupinambás - Atualizado em

Victor Schwaner/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Tudo pronto para a captura das capivaras na orla da Lagoa da Pampulha. Uma equipe com três biólogos e um veterinário está a postos nos jardins do Museu de Arte da Pampulha, onde foi montada uma estrutura com cercas, armadilhas e bretes - espaço para confinamento dos cerca de 250 animais que vivem no local. No entanto, nesta segunda-feira (29), primeiro dia do trabalho de remoção, nenhum dos roedores deu o ar da graça. "Estamos preparados para capturá-los e agora dependemos da natureza", diz o vice-prefeito de Belo Horizonte e secretário municipal de Meio Ambiente, Délio Malheiros.

Nas duas últimas semanas, as capivaras foram atraídas com alimentos para dois pontos da orla: os jardins do Museu de Arte da Pampulha e o Parque Ecológico da Pampulha. Depois de capturados, os animais serão confinados no Parque Ecológico para a realização de exames para identificar a febre maculosa, doença transmitida ao homem pelo carrapato-estrela. Passado o período de quarentena, as capivaras doentes serão avaliadas por médicos veterinários e podem até ser sacrificadas. As sadias serão levadas para um local ainda não definido pela prefeitura. "Estamos estudando endereços credenciados pelo Ibama, mas a decisão final vai depender da quantidade de capivaras", explica Malheiros, que acompanha de perto o trabalho realizado pela empresa Equalis Ambiental.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE