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Conheça cinco histórias de fantasmas que assombram a capital

No Dia das Bruxas, VEJA BH resgata lendas de deixar os cabelos em pé

Por: Luis Cunha - Atualizado em

Divulgação/Memorial Minas Gerais - Vale
(Foto: Redação VejaBH)

Fundada em 1897, Belo Horizonte foi construída sobre casebres e ruas do antigo arraial Curral Del Rey. Por causa desse passado sombrio, há quem diga que alguns fantasmas dos habitantes expulsos seguem, até hoje, assombrando a cidade. Parte dessas lendas foram registradas também no livro Guia do Morador Belo Horizonte, no capítulo sobre aparições escrito pela professora do departamento de história da UFMG Heloísa Starling. "Beagá nasceu destruindo impiedosamente símbolos e sua memória local ", diz ela. "Essas assombrações foram criadas pela própria cidade como uma forma de manter vivo aquilo que se perdeu com o progresso."

Confira cinco histórias que povoam o imaginário belo-horizontino.

Avantesma da Lagoinha

Dizem as lendas que um senhor de terno preto e sem rosto definido sempre assustou os motoristas que passam pela região. Antigamente, o fantasma sentava nos trilhos dos bondes e assombrava condutores que passavam com os carros por ali; hoje, amedronta motoristas de ônibus que atravessam os viadutos do local durante a madrugada.

O fantasma do bairro da Serra

A região Centro-sul tem sua própria aparição. Alinhado em um terno preto e empunhando um guarda-chuva, o espírito surge na Rua do Ouro para aterrorizar a vizinhança. "Ele dá as caras durante o mês de julho, sempre à meia-noite", afirma Heloísa. "Vestido de funcionário público, nos lembra dos primeiros trabalhadores de Belo Horizonte, que vieram do interior do estado".

O fantasma do Palácio da Liberdade

De acordo com a história, a moradora de um casebre derrubado para dar lugar à sede do governo mineiro passou a assombrar seus moradores. A lenda de Maria Papuda, como era conhecida a mulher que amaldiçoou o prédio, ganhou força com a morte de personalidades no palácio: Silviano Brandão (1848-1902), João Pinheiro (1860-1908), Raul Soares (1877-1924) e Olegário Maciel (1855-1933). "Tancredo Neves não ficava no casarão depois das 18 horas de jeito nenhum. E dizem que Juscelino Kubitschek construiu o Palácio das Mangabeiras, na década de 50, para não dormir com a assombração", conta a professora.

A Loira do Bonfim

Uma das histórias mais populares do imaginário belo-horizontino tem diversas versões. A mais conhecida delas conta que uma bela moça metida em vestido branco seduzia motoristas e pedia para eles uma carona para casa. Depois de percorrer o caminho e chegar ao destino, os homens viam a moça desaparecer entre os túmulos do Cemitério do Bonfim.

Moça fantasma

A mais romântica, essa aparição desce a Serra do Curral até a região da Savassi para encontrar amores perdidos. "Você sabe que vai vê-la porque sente um perfume de dama-da-noite no ar", explica Heloísa.

No segundo andar do Memorial Minas Gerais Vale, há uma sala onde registros da construção da nova capital e suas lendas urbanas podem ser consultados. Chamada de "Histórias de Belo Horizonte", a instalação fica no cômodo onde funcionava o gabinete do secretário da Fazenda no século XIX. Portas trancadas, barulho de passos e luzes apagadas. A produção assusta - e também diverte - os visitantes.

Memorial Minas Gerais Vale. Praça da Liberdade, s/n°, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317. Terça, quarta, sexta e sábado, das 10h às 17h30; quinta, das 10h às 21h30; domingo, das 10h às 15h30. Grátis. www.memorialvale.com.br.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE