Consumo

Conheça onze estabelecimentos escondidos e bacanas que valem a visita em BH

Restaurantes, docerias, ateliês e galerias só atendem quem toca a campanhia

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

Anna Lara / Victor Schwaner/Odin / Eduardo Eckenfels
(Foto: Redação VejaBH)

A estilista Lu Simão, o penne com funghi e avelãs do restaurante Oroboro e a Galeria CMafra: atrás das portas

Nada de letreiros luminosos ou fachadas chamativas. Alguns dos pontos comerciais mais interessantes da cidade funcionam com portas fechadas, no fundo de quintais ou camuflados em meio a pacatos quarteirões residenciais. São restaurantes, docerias, ateliês de costura e ga­­lerias de arte que preferem a propaganda boca a boca e a atmosfera intimista ao frenesi dos shopping centers. O dono de um desses endereços escondidos, o chef Rommel Couy, do restaurante Oroboro, diz que há certa resistência a tal formato. "Mineiro gosta de passar na porta e ver como é, mas só entra mesmo se algum amigo já tiver indicado", afirma. Se o que falta é indicação, aqui vai uma seleção de onze estabelecimentos que estão a uma campainha de distância.

Moda

A empresária Nicole Fontes organizava o Bazar de Lourdes havia dez anos em salas alugadas na Savassi. Em 2010, ela se mudou para a Serra. Nas araras encontram-se desde vestidos de festa até camisetas de algodão com descontos que chegam a 80%. Rua Alumínio, 95, Serra, ☎ 2535-2588. Segunda a sexta, 10h às 18h30; sábado, 10h às 13h.

A estilista Lu Simão transformou uma salinha comercial de 37 metros quadrados em um dos ateliês mais charmosos da cidade. Seu espaço é decorado com amostras de tecido, papéis de parede, utensílios de costura da vovó e muitos lápis de cor. Atendidas com hora marcada, as clientes adquirem modelos exclusivos e passam por um meticuloso processo de provas. Avenida Afonso Pena, 3111, sala 207, Funcionários, ☎ 3223-8248.

Aos 19 anos, a belo-horizontina Sylvia Guimarães começou a revender peças de suas marcas preferidas às amigas. Assim nasceu a Fiore, que representa oito etiquetas nacionais de moda jovem. Hoje, aos 25, é a própria Sylvia quem recebe as consumidoras na loja, com hora marcada, em uma construção anexa à sua casa, no Belvedere. Rua José Eduardo de Moraes, 10, Belvedere, ☎ 8827-7469.

Gastronomia

Localizada na esquina das ruas Angustura e Henrique Passini, na Serra, a Fusión du Chocolat vende chocolates artesanais e doces finos. A proprietária, Célia Paixão, atende com simpatia as freguesas em uma casinha comum. "Quem entra aqui até esquece o mundo lá fora", diz ela. Rua Angustura, 282, Serra, ☎ 3327-4428. Segunda a sábado, 10h às 19h.

O chef Rommel Couy instalou seu restaurante Oroboro em uma casa construída em 1951. Da família que morou lá, ele conservou fotografias que permanecem na parede da primeira sala. Rommel explica que deixa os portões fechados para manter a segurança e o clima de exclusividade. "Não quero colocar nem uma lâmpada colorida na porta, pois, se o fizesse, o Oroboro viraria só mais um restaurante", explica. Rua Monte Sião, 43, Serra, ☎ 3547-7365. Quinta e sexta, 18h à 0h30; sábado a partir das 12h; domingos e feriados, 12h às 20h.

O Bananeiras Bar não é mistério para quem mora no Prado. Funciona no quintal do dono, Carlos Augusto Vianey. Para chegar lá, é preciso entrar pelo portão da garagem, descer uma escada estreita e andar até os fundos do terreno. No cardápio há cerveja, coquetéis e dezessete opções de tira-gosto. Rua Rubi, 525, Prado, ☎ 3372-2571. Terça a sábado, 18h às 23h.

Uma bela casa dos anos 50 foi a escolha de Cynthia Geo para a sua Confiserie du Chocolat. "Eu estava à procura de um lugar bonito para montar o negócio quando deparei com este ponto, em frente à residência da minha avó", conta. Lá dentro, as vitrines expõem mais de quarenta sabores de bombom e uma série de brigadeiros gourmets. Rua Joaquim Murtinho, 229, Santo Antônio, ☎ 3297-8976. Segunda a sexta, 9h às 18h; sábado, 9h às 14h.

Arte

Um paraíso para estudantes e aficionados de arquitetura e design, a Grampo Galeria abriga exposições temporárias e o escritório da arquiteta Manoela Beneti. É ela quem faz a curadoria e a produção cuidadosa de todas as mostras. Além das obras, Manoela sempre adiciona anotações próprias, referências bibliográficas e outros materiais que ajudam a entender os trabalhos. Rua Germano Torres, 6, Sion, ☎ 3327-4647. Terça a sexta, 14h às 18h; sábado, 11h às 14h.

Do lado de fora não se tem a noção exata da amplitude do ambiente nem do projeto arquitetônico arrojado da Galeria CMafra. Instalada no terreno vizinho à casa do proprietário, Cícero Mafra, é especializada em fotografia. Rua Xingu, 487, Santa Lúcia, ☎ 3296-4246. Terça a sexta, 14h às 19h; sábado, com hora marcada.

Dentro de um grande galpão industrial, a Lemos de Sá Galeria de Arte abriga um respeitável acervo de arte contemporânea nacional. "Muita gente ainda acha que tem de pagar para entrar em galerias", diz a proprietária, Beatriz Lemos de Sá. A entrada, claro, é gratuita. Avenida Canadá, 147, Jardim Canadá (Nova Lima), ☎ 3261-3993. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 11h às 14h.

Quem passa pela esquina das ruas Paraíba e Antonio de Albuquerque nem percebe que no sobradinho azul-claro funciona a Galeria Murilo Castro. O espaço representa artistas contemporâneos, principalmente de Minas, e exibe cerca de seis mostras temporárias por ano. Rua Antônio de Albuquerque, 377, conjunto 2, Savassi, ☎ 3287-0110. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE