Televisão

Dedicado ao mundo dos carros, programa Vrum é o único feito em BH e exibido em todo o país

Atração é produzida pela TV Alterosa e transmitido pelo SBT

Por: Cedê Silva - Atualizado em

Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Test drive: a cada semana, o jornalista Emílio Camanzi avalia um veículo diferente e registra tudo com câmeras especiais

Toda semana, o jornalista Emílio Camanzi sai da sede da TV Alterosa, na Floresta, dirigindo um veículo diferente. Cabe a ele a missão de avaliar os modelos e dar dicas aos telespectadores do Vrum. Transmitido em cadeia nacional pelo SBT desde março de 2008, o programa é o único produzido por aqui que atinge o país inteiro. "Todo brasileiro adora carro porque é um sinal de status, mostra que a pessoa progrediu na vida", diz Camanzi, diretor e apresentador da atração matinal exibida aos domingos, de 8h30 às 9 horas, para explicar o sucesso além das divisas de Minas. O Vrum vem marcando uma média de 2,4 pontos no Ibope. O resultado é considerado bom, principalmente para o horário. "Mas ainda não estamos satisfeitos, queremos mais", afirma Camanzi. O principal concorrente do Vrum, o Auto Esporte, da Rede Globo, apresentado meia hora mais tarde, das 9 horas às 9h30, tem registrado média de 6 pontos.

Criado como Auto Papo em 2004, por Camanzi e pelo jornalista Boris Feldman, o programa foi transmitido apenas localmente por quase quatro anos antes de despertar o interesse da emissora de Sílvio Santos e estrear em rede nacional com nome novo e o reforço da jornalista mineira Mônica Veloso. Protagonista de um escândalo político ao revelar que era um lobista ligado à construtora Mendes Júnior quem pagava, em nome do senador Renan Calheiros, a pensão alimentícia da filha que tiveram juntos, a morena tornou-se conhecida nacionalmente e posou para a revista PLAYBOY. Mônica esteve na apresentação do programa semanal até o mês passado, quando pediu demissão. Desde então, quem conduz o Vrum é a igualmente bela Estefânia Farias, que acumulou o trabalho com a função de repórter. Ela e uma estagiária são as únicas mulheres na equipe de onze profissionais. Estefânia entendia pouco do assunto quando foi contratada, mas tomou gosto. Sua melhor experiência se deu em maio, quando dirigiu uma Ferrari F430 vermelha. "Nesse dia, minha paixão por carros aumentou muito", conta.

Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Um dos pontos fortes do programa, segundo Camanzi, são as análises isentas dos carros. "A gente faz jornalismo", afirma ele, sem se referir diretamente aos rivais. Apesar de as montadoras emprestarem os veículos, as reportagens podem incluir críticas. Na semana passada, VEJA BH acompanhou a equipe de produção do Vrum e a avaliação da versão sedã do Sonic, um subcompacto da Chevrolet. O verdadeiro teste ocorreu longe das câmeras, realizado por Camanzi, que rodou com o veículo por uma semana para identificar qualidades e defeitos. Realizada em um circuito na Linha Verde, a filmagem se baseou no roteiro escrito por ele. "As gravações têm o mesmo papel das fotografias posadas em uma revista", diz o jornalista, que, por dezoito anos, escreveu para QUATRO RODAS, da Editora Abril. Parado diante do Sonic, Camanzi fala para a câmera: "Ele não é barato, mas vem todo equipado". Apontou a ausência do encosto da cabeça e do cinto de três pontos no meio do banco traseiro, "que deveriam constar em um carro global". Nem os bólidos dos sonhos escapam das críticas. No ano passado, os solavancos de uma Ferrari 599 GTB Fionano levaram Camanzi a comparar seu câmbio ao Dualogic, presente em carros de passeio da Fiat. "Mas é claro que os testes para a TV não têm o mesmo rigor que os de uma publicação especializada", admite. Em uma revista, explica, há espaço para descrever detalhes como distância entre eixos e suspensão multilink. "Se eu fa­­lar disso no programa, o cara vai mudar de canal", brinca. Na TV, os espectadores querem mesmo ver a beleza e a potência das máquinas.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE