Comportamento

''Demorei muito para tê-la. então, acabo exagerando nos cuidados''

Por: Carolina Daher - Atualizado em

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(Foto: Redação VejaBH)

A empresária Ana Cláudia Scarpelli Marinho, de 45 anos, lembra exatamente o que estava impresso em seu teste de gravidez: 15 069,14, acusou o exame Beta HCG. Nele, a constatação de que seu maior sonho estava prestes a se realizar. Seria mãe. "Nunca vou esquecer esse número", diz ela, que tinha o casamento marcado para a semana seguinte. "Tive de reformular todo o vestido." Em junho de 2008, grávida de seis semanas, ela disse "sim" ao empresário Leonardo Marinho Corrêa. A luta até ali não foi fácil. Ana Cláudia casou-se pela primeira vez aos 25 anos. Seu primeiro marido tinha sido submetido a uma vasectomia. Iniciou-se então uma peregrinação por consultórios e clínicas especializadas. Foram quatro tentativas de fertilização in vitro e muitas frustrações. "Cheguei ao meu limite financeiro e emocional. Entrei em depressão profunda e parei com tudo", lembra ela, que na época trabalhava como executiva de uma empresa de turismo. Dez anos depois, o casamento terminou. Com a chegada de um novo amor, a maternidade voltou a ser assunto recorrente. Ana Cláudia parou de tomar pílula e deixou "a natureza agir". Foi assim que nasceu Cecília, hoje com 3 anos. Para ficar mais perto dela, largou o emprego e abriu uma agência de viagens, onde só trabalha meio expediente. "Tenho de me controlar para não superproteger minha filha. Demorei muito para tê-la. Então, muitas vezes, acabo exagerando nos cuidados."

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE