Eleições

Eleições 2012: os outros concorrentes

Conheça os candidatos que, juntos, não somam 5% das intenções de voto

Por: Ivana Moreira e Paola Carvalho - Atualizado em

Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Disputa sua primeira eleição. Mesmo em campanha, continua atendendo em seu consultório dentário. "Tenho de trabalhar. Não sou como os outros que recebem dinheiro do partido", diz. Nascido em Jequitibá, no centro do estado, Flister pretende privatizar o Mercado Central para acabar com a venda de animais. "É uma crueldade manter os bichos naquela situação." Ex-jogador do juvenil do Atlético, quer investir nos esportes para tirar os menores das ruas. "A atividade física ocupa o corpo e a mente do jovem e o afasta das drogas", afirma. Propõe ainda ampliar a rede de Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) e acabar com as parcerias público-privadas (PPPs) na área da saúde.

Patrimônio declarado: 500 000 reais

Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Única candidata nascida em Belo Horizonte na disputa pela prefeitura, a professora pública de ensino fundamental diz que, em seu mandato, a participação popular será decisiva. "Saber o que os representantes da saúde, educação e transporte pensam é primordial para entender as dificuldades dessas áreas", afirma. Teve 140 000 votos quando concorreu ao Senado, em 2006. Quer universalizar as vagas nas escolas públicas para crianças de zero a 5 anos, reduzir o valor das passagens de ônibus e criar o passe livre universal para os estudantes.

Patrimônio declarado: 99 000 reais

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(Foto: Redação VejaBH)

Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, dono da maior rejeição segundo o Ibope (21%), disputa sua quarta eleição, a segunda à prefeitura da capital. Em 2006 e 2010, tentou o governo do estado. "O processo eleitoral é um jogo de cartas marcadas", acredita. Em seu plano de governo, imagina passar o controle de todos os serviços públicos da capital para os operários. "Vou dar fim ao imposto sobre moradia e serviços municipais para a população assalariada", prega. Enumera propostas como criar um sistema único estatal de ensino, dissolver a guarda municipal e estatizar os sistemas de saúde e de transporte público.

Patrimônio declarado: nenhum

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(Foto: Redação VejaBH)

Natural de Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, o produtor cultural tem mais de oitenta cordéis publicados. "Eu sou um poeta", afirma. Ele acredita que os versos rimados podem ajudá-lo a conquistar o eleitorado da capital. Foi um dos fundadores do PT na cidade e aposta nos seus conterrâneos: "Espero ter 70 000 votos de pessoas do vale que moram aqui em Beagá". Seus planos incluem a abertura das escolas municipais em tempo integral, a criação de um centro de especialidades médicas para cada 17 000 habitantes e a melhoria da iluminação pública. "BH elegeu um poste e ficou no escuro", diz ele.

Patrimônio declarado: 168 000 reais

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(Foto: Redação VejaBH)

Disputa a prefeitura de Belo Horizonte pela terceira vez. Também concorreu ao governo do estado em 2002, 2006 e 2010. "Sou conhecida por 60% da população", diz ela, que é professora pública do ensino fundamental e presidente regional de seu partido. "Luto pelo fim do capitalismo e pela inclusão do socialismo." Em seu plano de governo, destaca-se a proposta de destinar 30% do orçamento da prefeitura para a educação. Outros projetos são criar alíquotas maiores de IPTU para imóveis mais caros e acabar com a terceirização dos serviços da prefeitura.

Patrimônio declarado: 200 000 reais

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE