Noite

Empresários apostam na noite belo-horizontina para faturar

Desde janeiro, sete novas boates abriram as portas na capital

Por: Rafaela Matias - Atualizado em

Victor Schwaner/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

O DJ Pic Schmitz comanda o agito na Provocateur, no Santo Antônio: dependendo da noite, a entrada pode custar até 300 reais

Chalés e salas podem ser ambientes tranquilos para relaxar. Mas, por aqui, essas duas palavras são, há anos, sinônimo de agitação. As casas noturnas Chalezinho e naSala tornaram-­se reduto dos belo-horizontinos que gostam de baladas com gente bonita e boa música - e não poupam dinheiro para se divertir na noite. A disposição dos jovens moradores da capital mineira para gastar com esse tipo de programa chamou a atenção de empresários do setor: só neste ano, mais sete casas noturnas foram inauguradas por aqui. Provocateur, Havanna, Garota Carioca, West Pub, Vitta, Los Mariachis e Mandala são os novos estabelecimentos que estão animando as madrugadas de Belo Horizonte.

"É bom ter opções, para não precisar encontrar sempre com as mesmas pessoas", diz a engenheira química Marcela Costa, que sai com as amigas pelo menos uma vez por semana para se esbaldar em pistas de dança. A psicóloga Sheila Ma­­chado é outra que comemora a novidade. "Sou cliente fiel da naSala, mas estou gostando muito da Vitta também", afirma, referindo-se ao espaço de música eletrônica, em Lourdes, que recebe no máximo 180 pessoas por noite. O agito nesses novos endereços pode custar caro. Dependendo da noite, a entrada chega a 300 reais na filial da nova-iorquina Provocateur. A casa, que abriu as portas em julho, é a mais cara de Beagá. "É uma balada para um público selecionado", comenta Antonio Carvalhaes, um dos sócios. No bar, é servida somente a vodca polonesa Belvedere. Para quem prefere champanhe, há quatro opções: Veuve Clicquot, Dom Pérignon, Moët & Chandon e Cristal. "Queremos que nossos frequentadores façam parte da decoração. In­­vestimos muito para atrair pessoas que também investem em sua aparência." O negócio, segundo ele, custou 5 milhões de reais.

Estudante de economia, Arthur Ramos diz que os belo-horizontinos com dinheiro para gastar na noite já estavam cansados da "mesmice". Ele e a namorada, Christiane Presoti, por exemplo, costumavam ir toda quinta-feira à naSala e, aos domingos, ao Chalezinho. "A classe A estava carente de lugares para curtir", afirma. Promotor de eventos, Philippe Vieira celebra o fato de as novas casas serem mais democráticas em relação aos estilos musicais. Fã de sertanejo, ele elegeu a West Pub como uma de suas preferidas. Para os baladeiros, uma boa notícia: há pelo menos mais uma inauguração confirmada. O empresário Marcus Buaiz, marido da cantora Wanessa, se associou a parceiros mineiros para abrir uma filial da paulistana Royal, no Vale do Sereno, em Nova Li­­ma. A abertura está prevista para de­­zembro. Quem queria variedade não tem do que reclamar.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE