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Equipes de veterinários e biólogos suam a camisa para capturar as capivaras na Lagoa da Pampulha

Roedores têm dado dor de cabeça e remoção na orla pode render até o fim de outubro

Por: Glória Tupinambás - Atualizado em

Victor Schwaner/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Gaiolas montadas na orla: a ideia é atrair os animais com cana-de-açúcar para a área cercada

Elas devoraram os jardins criados pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) às margens da Lagoa da Pampulha e tornaram-se uma ameaça à saúde pública, já que são hospedeiras do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa. Agora, as capivaras driblam biólogos e veterinários empenhados em sua remoção das imediações da Avenida Otacílio Negrão de Lima. Desde a última segunda (29), os roedores têm dado dor de cabeça aos técnicos contratados pela prefeitura para fazer sua captura com armadilhas instaladas em vários pontos da orla. Segundo o vice-prefeito e secretário de Meio Ambiente, Délio Malheiros, o trabalho pode se estender até o fim de outubro.

Ao longo do mês passado, os bichinhos foram atraídos com cana-de-açúcar para pontos específicos da orla, como o Museu de Arte e o Parque Ecológico da Pampulha. O alimento foi transferido, nesta semana, para o interior das gaiolas, na tentativa de induzir a entrada das capivaras na área cercada. Nos dois primeiros dias, apenas seis animais foram presos. Estima-se que vivam ali quase 100 exemplares da espécie. Caso os roedores continuem resistentes, os veterinários usarão dardos tranquilizantes para sedá-los. "Vamos tentar primeiro a captura natural, mas não descartamos a adoção de métodos ativos", diz Malheiros. Depois de confinadas, as capivaras passarão por testes de febre maculosa. Os animais doentes serão sacrificados. Os sadios, levados para um local que ainda não foi definido pela prefeitura. Esse é outro capítulo da longa novela que se arrasta há mais de um ano.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE