Música

Festival põe contrabaixo em evidência

Totalmente dedicado ao instrumento, o IB&T Bass Festival promove intercâmbio entre músicos mineiros e do Brasil

Por: João Renato Faria - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Criado por Leo Fender em 1951, o baixo elétrico resolveu um problema para os músicos. Afinal, antes desta invenção, os contrabaixistas precisavam carregar trambolhos enormes, normalmente maiores que uma pessoa. O que ele não conseguiu, porém, foi fazer a maior parte das pessoas prestar atenção ao equipamento de som grave. O baixo é normalmente o coadjuvante, marcando o tempo da música ou acompanhando a guitarra ou o piano. Isso mudará no sábado (24) e no domingo (25), quando o Minueto Centro Musical recebe o IB&T Bass Festival, totalmente dedicado ao instrumento.

O objetivo é mostrar que é possível levar o baixo para a frente do palco e usá-lo para solos, harmonias e até levadas de percussão. O equipamento, que pode ter quatro, cinco ou seis cordas, está sendo usado até para a composição de canções. "Hoje, o contrabaixo pode estar à frente de qualquer música", garante Filipe Marks, um dos organizadores.

Esta já é a terceira edição na cidade do evento que leva o nome do Instituto de Baixo e Tecnologia (IB&T), de São Paulo, uma das escolas mais importantes do instrumento no Brasil. A programação trará alguns dos melhores músicos brasileiros, como Celso Pixinga, que já tocou com nomes como Gal Costa, Evandro Mesquita e Jane Duboc. Outros músicos, como Serginho Carvalho e Joel Moncorvo completam a escalação.

No palco, as apresentações vão alternar músicos locais e de outros estados. O Minueto Centro Musical, que tem capacidade para menos de cem pessoas, vai ajudar a criar um clima intimista, aproximando o público dos músicos. "A ideia é que a plateia veja o equipamento, observe como a pessoa toca e todo mundo interaja, quase como uma festa", diz Marks. Quanto mais baixo, melhor.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE