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Fifa apresenta as regras para a exibição de marcas na cidade durante a Copa

Os seis dias de jogos em Belo Horizonte serão marcados por restrições comerciais

Por: Cedê Silva - Atualizado em

BCMF Arquitetos/Minas Arena
(Foto: Redação VejaBH)

Defesa dos patrocínios: a área de restrição comercial no entorno do Mineirão terá raio de 2 quilômetros

Palco de seis partidas da Copa do Mundo de 2014, Belo Horizonte vive a expectativa dos grandes negócios que surgirão. As perspectivas criadas pelo torneio, que será acompanhado por 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo, animam de taxistas a donos de hotel. Nem só de oportunidades, porém, será feito o campeonato. Haverá muitas restrições. "A Copa é um evento privado", lembra Vicente Rosenfeld, consultor de proteção às marcas da Fifa que, na última segunda (20), esteve na cidade para esclarecer os empresários mineiros sobre as regras que terão de ser respeitadas.

A maior preocupação da federação internacional é defender patrocinadores do chamado marketing de emboscada praticado por marcas concorrentes. Em 2010, na África do Sul, não faltaram exemplos de empresas não autorizadas que conseguiram colocar sua logomarca ao alcance das câmeras de TV. Para evitar ações desse tipo, um dia antes da primeira partida, todos os outdoors no trajeto entre o hotel oficial e o Mineirão terão de ser cobertos. Somente os anúncios dos patrocinadores poderão permanecer. Distribuir qualquer tipo de brinde alusivo à Copa — até mesmo a tradicional tabela —, se não for dos parceiros autorizados, será proibido na área de restrição comercial, que terá um raio de 2 quilômetros ao redor do estádio e será criada por lei municipal.

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Desde que não cobrem ingresso, bares e restaurantes localizados dentro do perímetro de restrição poderão exibir os jogos em telões. Serão obrigados, no entanto, a sintonizar na retransmissora oficial (no caso, a Rede Globo) e manter os televisores ligados dez minutos antes e dez minutos depois das partidas. As regras valerão também para a Copa das Confederações, no ano que vem. Empresários que assistiram à explanação do representante da Fifa saíram preocupados. "Um posto de gasolina de uma bandeira que não seja patrocinadora vai ter de esconder seu logo?", questiona o presidente do Mercado Central, Mácoud Patrocínio. Ele reclama do fato de a cartilha com instruções para o uso das logomarcas ligadas ao torneio ainda não ter sido lançada em português e diz que há muitas dúvidas entre os comerciantes. O zelo com o interesse dos patrocinadores pode soar exagerado, mas é justificável. São eles, afinal, que vão bancar quase 90% do orçamento de 1,3 bilhão de dólares previsto para a organização da Copa do Mundo.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE