Rádio

Livro recupera a história de locutores e repórteres esportivos do rádio

Dezenove profissionais mineiros estão listados entre os 231 verbetes

Por: Cedê Silva - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

O belo-horizontino Luiz Carlos Alves: entrevista com o Rei Pelé em 1969, no Mineirão

Demorou um pouquinho para ocorrer a primeira transmissão internacional do rádio mineiro. Corria o ano de 1959, e de Buenos Aires o jornalista Januário Carneiro (1928-1994), fundador da Itatiaia, preparava-se para transmitir o jogo de abertura do Campeonato Sul-Americano de Futebol, entre Brasil e Peru. Seu solene discurso aos ouvintes, poucos minutos antes da partida, foi interrompido pela telefonista: "¿Por qué no habla, señor?". Januário se esquecera de ligar o microfone.

Histórias como essa recheiam os 231 verbetes da Enciclopédia do Rádio Es­portivo Brasileiro (Editora Insular, 360 páginas, R$ 78,00), dezenove deles dedicados a radialistas de Minas. Lançado na última quarta em Belo Horizonte, o livro foi escrito por mais de 120 autores e organizado por Maria Cláudia Santos, coordenadora de jornalismo da Itatiaia, e Nair Prata, professora de rádio da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). Elas conceberam inicialmente uma obra apenas sobre jornalistas mineiros. "Mas divulgamos o projeto e começamos a receber contribuições do país todo", conta Nair. Entre as histórias curiosas, está a que conta como Mário Henrique teve a ideia de criar um grito de gol diferente. Após ensaiar várias opções sozinho no quarto, passou a gritar "caixa", bordão que é também seu apelido. A enciclopédia conta ainda que o vereador Alberto Rodrigues, narrador do Cruzeiro e conhecido pelo epípeto de "o mais vibrante", torcia pelo Fluminense na infância. Está lá também Luiz Carlos Alves, que já não trabalha na área. Ele, que cobriu seis Copas do Mundo, foi o único jornalista brasileiro a acompanhar em Houston, nos Estados Unidos, a recuperação do jogador Tostão, que passara por uma cirurgia no olho em 1969.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE