Sociedade

Livro reúne endereços, telefones e aniversários de figuras da sociedade

Obra da jornalista Daniela Portella conta com 3 000 nomes da elite mineira

Por: Carolina Daher - Atualizado em

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(Foto: Redação VejaBH)

Daniela Portella e seu mailing poderoso: "Tenho controle absoluto de quem compra"

Longe dos salões luxuosos e das festas regadas a champanhe e caviar, os sobrenomes mais poderosos, ricos ou tradicionais do estado têm um encontro anual: no Livro da Sociedade Mineira, editado pela jornalista Daniela Portella há mais de duas décadas. Trata-se de um catálogo com mais de 3000 nomes, endereços, telefones e datas de aniversário (sem a idade, naturalmente). Figurar na obra é sinônimo de prestígio. "Reúno as pessoas que fazem as coisas acontecer", afirma Daniela. A tiragem anual é de 10000 exemplares, e a edição 2012, que será lançada até o fim do mês, já está praticamente esgotada. Cada exemplar, com 420 páginas, custa 240 reais e só pode ser adquirido na sede da editora DLOX, na Floresta. "Tenho controle absoluto de quem compra", avisa Daniela.

A cada ano há uma renovação de cerca de 20% da lista. "Alguns morrem, outros quebram e perdem tudo, ou se separam", explica a autora. Há duas categorias no catálogo: a dos "tradicionais" e a dos "jovens". Entre os promovidos à primeira classe neste ano, porque se tornaram grandes empresários e deixaram de ser apenas herdeiros promissores, estão nomes como Max Mazzafera, Flávio Guimarães Neto e Gabriella Mourão Coscarelli. "Uso o livro quando vou fazer uma festa e quando quero achar alguém com quem perdi o contato", conta a socialite Anna Vitória Motta Zammit, que também está na lista. Para ser citado nas páginas, é preciso passar pelo crivo do conselho editorial, com vinte formadores de opinião que têm a identidade mantida em sigilo, para evitar constrangimentos. "Imagine se alguém cisma de perguntar por que ficou de fora", justifica Daniela. Segundo ela, já lhe ofereceram dinheiro pela inclusão. "Mas no meu livro não existe pagamento, só entra quem merece", afirma.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE