Minas, são muitas

Minas, são muitas

Cidade: São Tomé das Letras | Distância da capital: 334 quilômetros | Região: Sul de Minas | Número de habitantes: 6 690 | Principais atrações: mirantes, cachoeiras e grutas

Por: Paola Carvalho - Atualizado em

Paola Carvalho
(Foto: Redação VejaBH)

O local conhecido como Pirâmide (acima) e um dos pontos de ônibus (abaixo): construções de pedras e símbolos rupestres por todo lado

Encravada em uma montanha de quartzito da Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas, está a mística e curiosa São Tomé das Letras. Assim que atravessa seu portal de entrada, o visitante depara com ruas, praças e pontos de ônibus feitos da pedra originária da região, a são tomé. É assim na cidade inteira. O nome do município, porém, não vem de sua riqueza mineral. Histórias não faltam. A mais comum relata que, no século XVIII, o escravo João Antão se refugiou em uma gruta, onde teria recebido de um velho de vestes brancas uma carta para ser entregue a seu senhor. Ao ler o bilhete, o capitão Junqueira foi à caverna e lá encontrou uma imagem de São Tomé entalhada em madeira. Religioso, levou a peça para casa, mas ela sempre sumia e reaparecia na gruta. Resolveu, então, construir uma igreja bem ao lado. Os dois locais são os destaques da praça central. O nome do município, fundado em 1962, é uma referência ao santo, às pinturas rupestres e a outras inscrições nas paredes da caverna.

Muitos moradores acreditam que extraterrestres são turistas assíduos. Chamado de Pirâmide, um mirante (que seria um dos "pontos energéticos" da cidade) conta até com um "aeroporto para naves espaciais". As imagens de ETs, magos, bruxas, duendes e gnomos estão por todo lado, especialmente na decoração de restaurantes e pousadas. Outro mistério é a Gruta do Carimbado, atualmente interditada. Como nenhuma equipe de exploradores conseguiu chegar ao final dela, alguns imaginam que seria um túnel que levaria a Machu Picchu, no Peru, a 3 000 quilômetros de distância. Entre tantas fantasias, o clima místico e o estilo alternativo dominam a cidade de pedras sobre pedras.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE