Minas, são muitas

Minas, são muitas

Distrito: Bichinho | Distância da capital: 206 quilômetros | Região: Campo das Vertentes | Número de habitantes: 1 000 | Principais atrações: lojas de artesanato, restaurantes e a Igreja de Nossa Senhora da Penha

Por: Mariana Celle - Atualizado em

Philippe Belchior
(Foto: Redação VejaBH)

A Rua São Bento e alguns dos produtos encontrados por lá: vocação descoberta nos anos 90

Um vilarejo de apenas 1 000 moradores à beira da Estrada Real recebe turistas de várias partes do Brasil e até do exterior. Conhecido como Bichinho, o distrito Vitoriano Veloso, situado entre as cidades Prados (à qual pertence) e Tiradentes, é um lugar para apreciar com calma o rico artesanato da região. A via principal, que corta todo o povoado e é calçada de pedras, reúne várias lojinhas que vendem objetos de arte e decoração de madeira, papel machê, argila, tecido, lata e uma infinidade de outros materiais. Até o início dos anos 90, a maior parte da população vivia do cultivo da terra. A chegada do artista plástico paulista Antônio Bech, o Toti, em 1991, mudou tudo por lá. Ele ensinou suas técnicas aos moradores e montou o Oficina de Agosto, um grupo de arte coletiva. Santos, anjos e bichos - como micos, tamanduás e pacas, espécies que eram desconhecidas pelos colonizadores portugueses e inspiraram o primeiro nome do distrito (Corgo dos Bichinhos) - fazem sucesso no comércio local. Além de discípulos de Toti, a vila abriga hoje artesãos de outras cidades, que se instalaram ali de olho nos turistas, cada vez mais frequentes.

Quem for atrás das lojinhas de artesanato descobrirá outras atrações bem interessantes. A Igreja de Nossa Senhora da Penha, com suas pinturas em estilo rococó, datadas do século XVIII, é uma delas. A gastronomia é outra. Bichinho oferece bons endereços para experimentar pratos típicos da culinária mineira, como o tutu de feijão e o frango com quiabo. Para a sobremesa, vale a pena passear pelas lojinhas de doces caseiros e degustar os cristalizados de mamão, abóbora, batata-roxa e os famosos canudinhos de doce de leite. Os alambiques também merecem visita. No Velho Ferreira e no Tabaroa, além de comprar cachaça, é possível conhecer seu processo de produção.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE