Gastronomia

Moda dos food trucks em BH pega e já conta com ponto de encontro

O movimento dos caminhões de comida já tem seu epicentro: uma bela praça arborizada no Gutierrez que fervilha nas noites de sexta

Por: Rafael Rocha - Atualizado em

Victor Schwaner/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

O caminhão do Pretty Good: no cardápio, poutine, prato típico do Canadá

Um espetinho concentrava as atenções gastronômicas dos moradores do Gutierrez, até que um caminhãozinho surgiu, como quem não quer nada, vendendo tapioca. Era a deixa para o movimento dos chamados food trucks deslanchar entre nós. A partir de julho, o empresário Luciano Nery engatou a primeira marcha e fez com que a Praça Leonardo Gutierrez fosse transformada em point dessa turma. "Agora virou onda, mas eu estou na crista com minha prancha nova", brinca Nery, que vende oito vezes mais do que o estipulado em seu plano de negócios.

Atualmente, seis food trucks estacionam na praça todas as noites de sexta-­feira, com um cardápio variado. São eles Crepioca, Tácomtudo, Cadê Meu Brigadeiro?, Te Dei Um Bolo, Fast Wrap Food e Pretty Good, o caçula da turma, que pertence a Aline Carvalho. Ex-vendedora de seguros, Aline fez um intercâmbio no Canadá e voltou ao Brasil decidida a montar um negócio para comercializar poutine, um prato típico daquele país que consiste numa mistura de batata frita com queijo e molho de carne.

A partir das 17 horas, os carros começam a chegar. Ao mesmo tempo, as filas se formam. Sim, a moda pegou tanto que é preciso paciência na hora de comprar algumas das delícias. No dia em que VEJA BH esteve por lá, a espera para o taco, por exemplo, levou quase uma hora. A demanda pela comida preparada pelo mexicano Pedro Marquez e sua mulher, Letícia Guimarães, tem sido grande - em média, 200 unidades por noite. Ao ser entregue, o alívio: estava bem saboroso.

O cenário formado pela praça arborizada, com brinquedos para crianças, ajuda a distrair e tornar o programa recomendável para um passeio familiar. O clima fica tão gostoso que havia até gente tomando espumante. Sentados em banquetas de plástico ou até mesmo em degraus da calçada, os clientes aguardavam as deliciosas tapiocas feita por Nery. A de berinjela com queijo da Serra da Canastra não economizou no recheio. Os preços são outro atrativo, já que as comidas não abusam do bolso (o poutine custou 11,75 reais e o wrap saiu a 12). Agora, os moradores contam com uma praça de alimentação longe da frieza de um shopping. Os vizinhos Habib's, Subway e Boca do Forno que se cuidem.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE