Cidade

Moradores cobram da prefeitura a instalação de câmeras do Olho Vivo no Belvedere

Um dos mais nobres de Belo Horizonte, bairro sofre com aumento da criminalidade

Por: Cedê Silva - Atualizado em

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(Foto: Redação VejaBH)

As câmeras instaladas em residências e estabelecimentos comerciais do Belvedere não conseguiram impedir o aumento da criminalidade no bairro, um dos mais nobres de Belo Horizonte. Entre janeiro e julho, foram registradas 120 ocorrências de assaltos, arrombamentos e sequestros, uma a cada dois dias. Mesmo assim, é nos circuitos de TV que os moradores apostam para mudar esse quadro. Não os privados, que registram a movimentação em frente aos imóveis, mas os públicos, que servem para monitorar as ruas. A Associação dos Amigos do Bairro Belvedere (AABB) cobra da prefeitura a instalação dos equipamentos do programa Olho Vivo, uma medida que foi aprovada no fim do ano passado, no Orçamento Participativo. "Nossa esperança é que, com isso, a situação melhore", diz o presidente da AABB, Ubirajara Glória. A área é uma das beneficiadas pela expansão do sistema integrado à Polícia Militar. Quando entrarem em operação, haverá 407 pontos de monitoramento do Olho Vivo pela cidade — atualmente, são 176. O investimento estimado é de 26 milhões de reais. Dos novos pontos, 45 estarão em onze bairros da região centro-sul, entre eles o Belvedere. As imagens captadas pelas câmeras serão acompanhadas na central do programa municipal. O projeto de ampliação deve ser concluído ainda neste ano, segundo a prefeitura. Só entrará em operação, porém, em 2013.

Um crime a cada dois dias

120 ocorrências foram registradas no belvedere entre janeiro e julho

Destas, 39% são arrombamentos de residência

17% assaltos a mão armada

8% furtos

7% arrombamentos de veículo

Fonte: Associação dos amigos do Bairro Belvedere

A pressão para aumentar a segurança em uma das mais valorizadas regiões da capital ganhou força desde o último dia 10. Moradores ficaram chocados com o fato de o empresário César de Moura Gomes ter sido baleado na cabeça dentro de sua loja de artigos esportivos, a Body Way, que fica na Avenida Luiz Paulo Franco. O autor dos dois tiros, que entrou no estabelecimento como se fosse um cliente e chegou a experimentar modelos de tênis, ainda não foi identificado. Até a última quinta (30), o empresário permanecia internado no Hospital Felício Rocho. Para responder à cobrança, a Secretaria de Estado de Defesa Social se comprometeu a reforçar a presença da PM. Uma moto passou a circular nos horários de maior movimento, a viatura que já patrulhava o bairro começou a rodar mais e uma patrulha extra foi trazida para operar nas entradas da região. Os moradores, claro, aprovaram a ação. Lamentaram, no entanto, que as autoridades tenham demorado a agir. "Só põem a tramela depois de a porta ser arrombada", diz Glória.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE