Tecnologia

Nova sede da Fapemig se transforma em laboratório de sustentabilidade

Com soluções ecologicamente corretas, espaço conta com para cientistas e pesquisadores do estado

Por: Glória Tupinambás - Atualizado em

Victor Schwaner/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

O prédio construído em semicírculo: medida para reduzir o calor e aumentar a umidade do ar

À primeira vista, o moderno prédio inaugurado na Avenida José Cândido da Silveira, no bairro Horto, é apenas a nova sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Mas, por trás dos blocos de concreto e vidro, há um projeto que combina arquitetura inteligente e soluções ecologicamente corretas para fazer do edifício uma referência como obra sustentável. A principal inovação é a disposição das construções em semicírculo, o que permite a melhor circulação de ar entre os vãos livres e diminui a incidência de sol nas áreas internas. Outro destaque é a usina fotovoltaica com capacidade para gerar 20% da energia elétrica consumida por meio de captação da radiação solar.

"A missão da Fapemig é incentivar a inovação, e a nossa sede foi concebida para ser, ao mesmo tempo, vitrine e laboratório para os pesquisadores", diz o chefe de gabinete Ricardo Luiz Guimarães. Em uma área de 10 000 metros quadrados, o complexo reúne quatro blocos administrativos já em funcionamento e um centro de convenções que será inaugurado no segundo semestre de 2015. Ao todo, foram investidos mais de 55 milhões de reais. A mudança da Fapemig do bairro São Pedro para o Horto faz parte do programa Cidade da Ciência e do Conhecimento. A iniciativa prevê a integração, em um terreno com 1 milhão de metros quadrados, de várias instituições ligadas à tecnologia e à inovação.

De bem com o verdeConfira detalhes do projeto feito para não agredir o meio ambiente

• O sistema de ar condicionado usa um gás ecológico que não produz poluentes nem compromete a camada de ozônio.

• Os vidros das janelas receberam tratamento especial para filtrar raios ultravioleta e amenizar a temperatura.

• A água de chuva captada em reservatórios no teto é usada para irrigação, limpeza e descarga dos banheiros.

• Um espelho-d'água instalado no térreo ajuda a reduzir a temperatura e controlar a umidade do ar.

• Painéis captam a radiação solar e produzem energia elétrica em uma usina fotovoltaica capaz de suprir até 20% da demanda.

• Todos os ambientes têm sensores que identificam a iluminação natural e reduzem o consumo de energia nas lâmpadas.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE