Moda

Empresa cria bolsas para papais que querem participar dos cuidados com os filhos

Utensílios contam com espaços para mamadeiras, fraldas e lenços umedecidos

Por: Carolina Daher - Atualizado em

Foi-se o tempo que o pai era apenas um espectador do crescimento do filho. Hoje, os homens estão cada vez mais envolvidos no cotidiano das crianças - trocam fraldas, levam os pequenos para passear, acompanham a consulta médica, sabem todas as propriedades dos legumes. São íntimos da rotina caseira. Foi pensando nesta realidade que quatro mineiros resolveram criar a Zot Luz, empresa que desenvolveu uma linha exclusiva para os papais de plantão. O primeiro produto é a bolsa paternidade. São cinco modelos com diversas variações de materiais e tamanhos. "É para todo tipo de pai, do moderno ao clássico", diz a consultora Adriana Queiroga, uma das sócias. "Consigo ver tanto o Rogério Flausino, do Jota Quest, usando quanto o jornalista William Bonner", completa. Os preços variam de 252 a 540 reais. Adriana ainda promete trazer outras surpresas para o mundinho dos pais, mas prefere manter a discrição. Como boa mineira, fala pouco porque sabe que uma boa ideia vale ouro.

Como surgiu a ideia de criar uma bolsa paternidade?

Queríamos criar um negócio que ainda não existisse no mercado. E percebemos que as marcas estavam sempre olhando para a mãe grávida ou para o bebê recém-nascido, o pai entrava na história só para pagar as contas. E focamos neste pai, que hoje está muito presente na vida dos filhos. A paternidade, no sentido de provedor, já não existe. Hoje a mãe trabalha e, algumas vezes, o pai é que fica em casa com os herdeiros. Eles merecem ter produtos desenvolvidos para eles.

Os produtos são para que tipo de homem?

Para todos. Pode ser um pai despojado até um executivo clássico. Consigo ver o Rogério Flausino, do Jota Quest, usando assim como o jornalista William Bonner. O pai hoje não precisa usar uma bolsa rosa cheia de bichinhos para levar o filho ao parque, ele pode manter o seu estilo. Nas bolsas tem o lugar de colocar fralda, lenços umedecidos, trocador e divisórias para o celular e a carteira. A bolsa atende também aos casais homossexuais que estão adotando cada vez mais.

Vocês vão criar outros produtos para o pai?

Sim, tanto para a paternidade quanto para a maternidade. Levamos um ano de pesquisa até abrirmos a empresa. Foi um investimento inicial de 400 000 reais e temos um prazo de cinco anos para estarmos completamente consolidados. A cada ano lançaremos um produto ou serviço que ainda não existe no mercado. Só não posso adiantar mais detalhes, porque vai que alguém resolve lançar a ideia que eu tive antes de mim?

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE