Bebida

4 dicas para comprar vinhos com a melhor relação custo-benefício

Especialistas explicam o que o consumidor deve avaliar na hora de escolher a bebida

Por: Rafaela Matias - Atualizado em

Fernando Lemos
(Foto: Redação VejaBH)

Com a alta do dólar, que já passou dos R$ 3,00 nas casas de câmbio, os preços de produtos importados ficaram mais salgados. Uma das bebidas que sofrem com essa variação da moeda americana é o vinho. Veja quatro dicas de especialistas para comprar garrafas de qualidade, que oferecem uma boa relação custo-benefício, em tempos de preços altos.

Regiões pouco conhecidas

No mundo do vinho, a fama da região de cultivo interfere - e muito - no preço do produto final. Por isso, fugir dos terrenos muito clássicos pode levar o consumidor a bebidas de qualidade semelhante com um preço mais acessível. "As regiões de Toledo e Navarra, na Espanha, são boas opções", afirma o sommelier da Enoteca Decanter, Nelton Fagundes.

Produtos nacionais

O Brasil é referência na produção de alguns tipos de vinho, especialmente os espumantes. Por isso, antes de comprar um importado, procure saber se não há uma boa versão produzida no país e vendida sem influência direta da moeda estrangeira. "Temos vinhos de ótima qualidade e preços muito bons", diz Fagundes. "Os espumantes nacionais são conceituados em todo o mundo."

Vinho de entrada

Além dos vinhos especiais, a maior parte dos produtores comercializam produtos mais acessíveis. Esses são os chamados vinhos de entrada, que tendem a ter um preço melhor. "Se o produtor for de confiança e prezar pelo próprio trabalho, o vinho de entrada também terá uma boa qualidade", diz Luiza Martini, proprietária da Casa do Vinho.

De olho na safra

Observar a data de produção também é importante para fugir de preços muito salgados. Em determinadas regiões da França e da Itália, por exemplo, as safras sofrem muita alteração de um ano para o outro e uma mesma marca pode vender garrafas muito mais caras, se elas forem de uma leva especial. "O consumidor deve procurar uma safra boa, mas não precisa ser a melhor", explica Luiza.

Dica extra: os vinhos mais baratos, normalmente, são destinados ao consumo imediato e guardá-los por longos períodos pode interferir na qualidade e no sabor. Por isso, é importante ficar atento ao ano de fabricação do produto.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE