A opinião do leitor

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Trânsito

Infelizmente, de todas as soluções apontadas na reportagem de capa, a mais barata parece ser a mais distante: planejamento e intervenções inteligentes por parte da BHTrans ("Esse caos pode ter solução", 16 de maio). Desde que perdeu seu poder de multar, a BHTrans não encontrou sua nova missão. Não planeja, não fiscaliza nem orienta o trânsito. Mandei vários e-mails sugerindo e pedindo soluções para os engarrafamentos no entorno do Colégio Santo Agostinho (tanto devido ao excesso de veículos quanto por causa da obra em frente à Cemig) e a resposta que obtive foi que a situação é satisfatória. No dia do engarrafamento monstro da semana passada, não se viu um só agente orientando ou controlando os principais cruzamentos da Avenida Amazonas e de outros corredores. Enquanto isso, vamos sofrendo e esperando o caos que se aproxima com a Copa de 2014.

Fátima Rodrigues

A repórter Paola Carvalho brilhou na narrativa e, com leveza, conseguiu traduzir para o leitor o maior e mais grave problema que BH começa a enfrentar: a mobilidade urbana. VEJA BH dá um presente ao povo de Belo Horizonte e lança uma luz que, se bem aproveitada, servirá de norte para o próximo prefeito na solução do caos que já é realidade nas ruas da capital.

José Aparecido RibeiroPresidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da ACMinas

Sabemos que duplicar a BR 381, conhecida como Rodovia da Morte, tem um custo muito alto, mas acredito que fazer uma faixa dupla a 10 quilômetros de Belo Horizonte seria um projeto economicamente viável. Até a topografia do terreno contribui para isso. Em qualquer fim de semana prolongado gastam-se oito horas de Ipatinga a BH. Em condições normais, essa viagem poderia ser feita em menos de três horas, pois são apenas 215 quilômetros. Por que manter a faixa única até na entrada do anel rodoviário? Esperaram a ponte sobre o Rio das Velhas cair para construir outra e, mesmo assim, fizeram-na com apenas uma faixa. Fico sem saber se é incompetência ou falta de respeito com a gente.

Antonio Alves de Oliveira

A absurda falta de educação do motorista de BH, aliada à formação de má qualidade nas autoescolas, faz da nossa vida um inferno: os motoristas não usam seta, buzinam sem necessidade, não respeitam horários; não respeitam pedestres, deficientes nem idosos, avançam sinais, não param em cruzamentos... Uma calamidade.

Rosângela Maluf

Sabemos que é difícil sincronizar os semáforos em uma cidade que tem sinais de trânsito a cada 100 metros. Mas os equipamentos e dispositivos disponíveis atualmente permitem, sem dúvida, que esse recurso possa ser aplicado. O que não é possível é continuar com o sistema atual. Quando a luz verde acende em determinado cruzamento, imediatamente o sinal do cruzamento seguinte fecha, embolando todo o tráfego já ultracongestionado.

Eduardo Assis Fonseca

Luis Giffoni

Divido-me entre ser pedestre e motorista ("O perigo nosso de cada dia", 9 de maio). Como pedestre, várias vezes precisei correr antes da hora mesmo estando na faixa a mim destinada. Em outras tantas ocasiões, já vi pessoas quase sendo atropeladas tamanha a falta de educação e a pressa insensata de alguns motoristas, principalmente na Avenida Cristiano Machado e na Avenida Silviano Brandão, onde o trânsito está cada dia mais caótico. Como motorista, não digo que fujo totalmente a essa regra estúpida, mas procuro vigiar a mim e à minha pressa. Tenho melhorado muito. A campanha "Eu respeito o pedestre" é sugestiva. Vou fazer um adesivo e colocá-lo no carro.

Maria do Carmo Lana

Sim, BH está infestada de maus condutores, de gente mal-educada no trânsito, de motoristas sem respeito pelo pedestre e pelo outro motorista. E as setas, Giffoni? Onde estão as setas? Ou será que em Minas esses "acessórios", componentes essenciais em veículos automotivos, não estão incluídos? O motorista de BH não usa setas. Isso é um fato terrível. Uma cidade que vai sediar a Copa daqui a dois anos e não tem o mínimo de respeito por pedestres e outros motoristas precisa de textos como os seus.

Patrícia Ribeiro

É sempre oportuno que se alerte sobre o desrespeito e o risco da luta desigual e cruel entre um pedestre de carne e osso e um veículo de metal em movimento. Deve-se registrar, no entanto, que existe uma boa parcela da população que não se enquadra no figurino "pit bull" do trânsito, a exemplo do seu depoimento referente ao trato com o pedestre.

Edson Fantini

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE