A opinião do leitor

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Bichos

Não sabia que havia anjo da guarda de bichos ("Animais bem protegidos", 30 de janeiro), mas conheci uma moça que cuida de cachorros feridos. Ela faz a caridade de tratá-los, lavá-los, alimentá-los e acolhê-los. No fim do ano passado, gastou quase todo o seu salário para acudir uma cadela em difícil trabalho de parto. Hoje, abriga em casa nove cães. Apesar das dificuldades, ela não desanima. Recebe muita crítica e, no entanto, continua com essa nobre atitude. Deus abençoe as pessoas iguais a ela.

Vanessa Arruda

Lendo a reportagem, percebi uma injustiça em relação à Sociedade Mineira Protetora dos Animais (SMPA). Sua diretoria já não é mais a que foi alvo de denúncias por maus-tratos. As condições estão longe de ser perfeitas, mas bem melhores. Sou voluntário e tenho dois gatos: Lino, que foi resgatado na rua, e Marrie, que nasceu cega. Acompanho o trabalho da SMPA e testemunho a dificuldade enorme, a falta de dinheiro, a realidade quase franciscana. Uma das histórias tristes que posso compartilhar é o caso do gato que chegou há algumas semanas com a cabeça esmagada. Não foi possível tirar uma radiografia porque não havia como pagar. Esse lado deveria ser mostrado também.

Henrique Pimentel

Boates

Responsabilidade civil é o nome do instituto de direito que regula o dever de reparação dos danos causados a uma pessoa ("As lições do Canecão", 6 de fevereiro). No caso da boate Kiss, em Santa Maria (RS), conheceremos pelo noticiário as responsabilidades dos envolvidos. Encontradas as provas, um magistrado fixará as indenizações. Mas o que ocorreu "antes do desastre" é que incomoda. Se existem leis, regras, por que somos tão persistentes em descumpri-las? Costumamos enxergar outras possibilidades só após o leite ter sido derramado. No dia seguinte ao incêndio, bombeiros e prefeituras varreram itens de segurança de casas noturnas de todo o país. O que queremos? Um mundo melhor. Precisamos então, individualmente, perceber que somos responsáveis pela vida e pelo bem-estar dos outros. Antes de qualquer ação, não pense na lei, mas em como fazer o melhor para as pessoas que estão à sua volta. Esta, sim, é a verdadeira responsabilidade civil.

Sérgio Carneiro Rosi

Mineirão

Sobre a reportagem "Reencontro especial" (6 de fevereiro), quero registrar que a reabertura do Mineirão não foi tão especial assim para os moradores das ruas próximas. Os ambulantes tomaram as nossas calçadas e não havia policiamento. Os torcedores ficaram concentrados na porta de nossas casas, esperando a abertura dos portões do estádio. Sobrou a sujeira. A administração regional informou que a limpeza é de responsabilidade da Minas Arena, mas, pelo visto, nós é que vamos arcar com o trabalho. Um pouco de respeito aos moradores do entorno é o mínimo que nós podemos desejar.

Elisabeth Dubal

Giffoni

Muito oportuna sua crônica "Volta às aulas" (6 de fevereiro). Faltou apenas falar do descaso do governo e da diretoria das escolas ao adotarem os péssimos livros didáticos atuais. É um absurdo que as editoras nos imponham obras caríssimas, com páginas inúteis, destacáveis, rabiscáveis, que não podem ser reaproveitadas por outros alunos nos anos seguintes.

Jeremias Martins Vieira

Cris Guerra

Sobre a crônica "Cheddar pra lá" (30 de janeiro), quero esclarecer que o queijo canastra não pode ser usado em redes de lanchonete porque não consegue aprovação. A bactéria usada é crua e não passa por nenhum processo de pasteurização. Para termos o nosso delicioso queijo levemente ácido, só mesmo adquirindo o produto in natura, dentro do estado. As grandes cadeias americanas não o usam também porque oferecem em qualquer parte do mundo o mesmo sabor nos sanduíches. Os Estados Unidos não exportam só o que é ruim. Existe algum jovem no Brasil que não queira um iPad ou outro tablet? Nós compramos o que escolhemos.

Maria Cristina Bicalho

Fico ansiosa esperando a revista VEJA BH porque me apaixonei pelos seus textos, Cris. Pena que você não escreva toda semana. Minha crônica favorita é "O mar" (16 de janeiro). Tornei-me sua admiradora e fã.

Nathália Carvalho de Matos

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE