Futebol

Orgulho de ser americano

O Coelho vive uma situação inusitada: o surgimento de novos torcedores

Por: Thiago Alves - Atualizado em

Odin
(Foto: Redação VejaBH)

O gol de Bruno Meneghel no finzinho da primeira partida da final entre América e Atlético deu novo ânimo à torcida do Coelho. Graças a ele, a equipe alviverde passaria a depender de uma vitória neste domingo (13) para sagrar-se campeã mineira depois de onze anos. O bom momento do clube, a comemoração de seu centenário e a reinauguração do Estádio Independência fizeram com que muitos jovens que torciam escondidos passassem a circular pela cidade com a camisa americana. "Essa ideia de que o tricolor é formado apenas por velhos e ricos é intriga da oposição", afirma a publicitária Marcela Alvarenga, de 24 anos. Para a atual geração, não importa se o time frequentou as divisões inferiores do Campeonato Brasileiro e até do Mineiro. "Não somos torcedores de modinha e não temos vergonha de ostentar a nossa bandeira", diz o funcionário público federal Flávio Drummond, de 34 anos. Se nas últimas décadas a torcida tem convivido com o rótulo de pequena (segundo levantamento mais recente do Ibope, 250 000 torcedores do estado declaram seu amor ao América, contra 5 milhões do Atlético e 6,8 milhões do Cruzeiro), entre 1915 e 1960 ela dividia com o Galo a liderança de adeptos da capital. Foram os seguidos fracassos e o crescimento da Raposa que espantaram os fãs.

Nos últimos anos, a equipe passou por uma reformulação administrativa e conquistou o título da Série C do Campeonato Brasileiro, em 2009, e o acesso à primeira divisão, em 2010. "Era o que faltava para nos inflamar", diz a atual musa do Coelho, Izabela Pimenta, de 22 anos. Com o objetivo de fidelizar os novos torcedores e resgatar os que se afastaram no período das vacas magras, a diretoria vai lançar, na próxima semana, o título de sócio-torcedor. "O sócio poderá personalizar o seu plano, adquirindo desde um simples ingresso para o anel inferior do Independência até uma cadeira personalizada com seu nome", conta Marcus Sallum, um dos nove presidentes do América. A carteirinha, que custará entre 19 e 120 reais, vai garantir acesso a todos os jogos do time, como mandante, a partir do dia 26, na Série B do Campeonato Brasileiro, além de benefícios como uma visita ao centro de treinamentos ou a participação na tradicional feijoada do clube.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE