Segurança

Polícia Militar intensifica blitze em 64 avenidas e ruas de BH

Grandes corredores da cidade também vão ter presença de viaturas 24 horas por dia

Por: Thiago Alves - Atualizado em

Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Operação na Avenida Nossa Senhora de Fátima, no Carlos Prates, na segunda (16): 300 motoristas foram parados

As principais vias da cidade — 64 ruas e avenidas, a maior parte delas concentrada na região central — terão policiamento ostensivo a qualquer hora do dia e da noite. Pelo menos é o que promete a Polícia Militar, que vai pôr em prática na próxima sexta (27) a operação Corredores de Segurança. A meta é manter blitze permanentes em cada um desses endereços para espantar os criminosos e transmitir aos moradores a sensação de segurança. "Nossa intenção não é só flagrar motoristas em situação irregular, queremos que as pessoas saibam quais são os corredores seguros e os escolham em seus trajetos", afirma o comandante do policiamento da capital, o coronel Rogério Andrade. Mais de 400 homens trabalharão no novo esquema de fiscalização, alguns deles à paisana, misturados aos civis, para entender melhor a dinâmica de cada região. O mapa da operação estará em panfletos que serão distribuídos à população.

Os testes começaram na última segunda (16). No primeiro dia, só na Avenida Nossa Senhora de Fátima, no Carlos Prates, 300 motoristas foram parados. A novidade agradou aos taxistas, vítimas frequentes de passageiros que se revelam assaltantes. "Registramos quatro ocorrências por dia na cidade", conta Dirceu Efigênio Reis, presidente do Sindicato dos Taxistas de Minas Gerais. A expectativa da categoria é que, com as blitze, esse número caia. Especialistas em segurança pública, porém, discordam da proposta anunciada com alarde pela PM. "É mais uma ação de publicidade", acusa o sociólogo e coordenador do Centro de Estudos e Pesquisa em Segurança Pública, Luis Flávio Sapori. Segundo ele, a estratégia não foi traçada para reduzir os crescentes índices de criminalidade em Belo Horizonte, e sim para mostrar que a corporação está se preparando para os grandes eventos que serão realizados na capital, a Copa das Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo, em 2014. Para o filósofo Róbson Sávio, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a operação Corredores de Segurança pode reduzir a criminalidade nos 64 endereços, mas deve provocar sua migração para outros locais. "Os delitos mais graves continuam aumentando na periferia, que, para a surpresa de todos, não foi contemplada no projeto." O coronel Andrade rebate as críticas e diz que a medida é um reforço do que já era feito, e se tornou possível graças à chegada de policiais recém-formados ao contingente. "A polícia continuará atuando em todos os outros lugares da cidade", garante.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE