Trânsito

Vítimas ainda aguardam indenização após o desabamento do Viaduto Batalha dos Guararapes

Moradores e familiares dos mortos no acidente esperam que os responsáveis sejam identificados

Por: Rafaela Matias

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Condomínios Antares e Savana: muro baixo e rachaduras preocupam moradores como o tatuador Paulo Tavares (Foto: Gustavo Aandrade/Odin)

Quando a alça sul do Viaduto Batalha dos Guararapes desabou, em julho do ano passado, uma batalha começou para as famílias da motorista de ônibus Hanna Cristina dos Santos, de 24 anos, e do servente de pedreiro Charlys Frederico do Nascimento, de 25. Desde então, elas aguardam indenização pela morte dos dois jovens — únicas vítimas fatais do acidente — e esperam que os culpados sejam identificados. A construtora Consol, que assinou o projeto, e a Cowan, que executou a obra, são as principais investigadas, juntamente com técnicos da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), responsáveis pela fiscalização do empreendimento. Em audiência pública realizada na Câmara Municipal na última quarta (8), advogados e parentes das vítimas foram ouvidos mais uma vez. “Um viaduto não desaba sobre a cabeça de duas pessoas sem que alguém seja penalizado”, disse a ex-cobradora Débora Nunes, cunhada de Hanna.

Os moradores dos edifícios Antares e Savana, vizinhos ao local da tragédia, da mesma forma esperam que os danos causados pelo desabamento da alça sul e pela implosão da alça norte sejam reparados. Vidros quebrados e rachaduras nas paredes são algumas das queixas. O muro de um dos prédios também é motivo de transtorno. Segundo os moradores, ele foi rebaixado para a construção do viaduto e agora serve de escada para ladrões. “Fomos roubados três vezes em uma semana”, conta o tatuador Paulo Tavares. 

As reivindicações só poderão ser atendidas após a conclusão do laudo da Polícia Civil, que finalmente apontará os culpados pela tragédia. Prorrogado duas vezes, o inquérito deverá ser concluído em 4 de maio.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE