Trânsito

Recém-inaugurado BRT Move está agradando, mas ainda precisa passar por ajustes técnicos

Entre as vantagens do sistema, estão o conforto, a velocidade e a pontualidade

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Nidin Sanches/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Plataforma de embarque na Avenida Cristiano Machado e o congestionamento após a faixa exclusiva, no Complexo da Lagoinha (no detalhe): mudanças serão feitas até maio

Desde a inauguração do metrô, em agosto de 1986, Belo Horizonte não via tamanha novidade no transporte coletivo. Em sua primeira semana de operações, o BRT Move, sistema rápido por ônibus, apresentou alguns problemas (veja abaixo), deixando claro que ainda precisa passar por ajustes técnicos. Mas também impressionou pelos acertos, como o conforto dos veículos articulados com ar-condicionado, a pontualidade das partidas e a rapidez das viagens. VEJA BH fez vários trajetos para testar o novo serviço. Usando a linha direta, entre a Estação de Integração São Gabriel, na Região Nordeste, e o Terminal São Paulo, no Centro, o percurso durou apenas dezessete minutos, em pleno horário de pico, no início da manhã. Mesmo no trajeto que para em todas as plataformas ao longo da faixa exclusiva, não se gastam mais do que 23 minutos - tempo semelhante ao do metrô. "O BRT não resolverá todos os problemas de mobilidade urbana da capital, mas é um ótimo começo", afirma o especialista em engenharia de transportes e trânsito Osias Baptista Neto.

Um dos nós que ainda precisam ser desatados fica no Complexo da Lagoinha, onde os ônibus articulados que saem da Estação São Gabriel deixam as faixas exclusivas e se misturam ao fluxo comum. "Dentro de dois anos, vamos inaugurar ali um viaduto unicamente para o Move, o que diminuirá ainda mais o tempo de percurso", diz o presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar. Por enquanto, a alternativa será criar uma linha específica em parte do viaduto que liga a Avenida Cristiano Machado à Rua Rio de Janeiro. Segundo ele, até o fim de maio o BRT passará por gradativas ampliações. Atualmente, há 23 veículos em circulação, uma estação de integração e uma linha em operação. Quando estiver completo, o serviço contará com 428 ônibus, quatro estações e duas linhas.

Nidin Sanches/Odin
(Foto: Redação VejaBH)
"De ônibus convencional, gasto, em média, cinquenta minutos da Cidade Nova até a região hospitalar. De BRT, fiz o percurso em meia hora e ainda viajei com ar-condicionado."

Rebeca Maciel, 25 anos, estudante de medicina

Falhas na inauguração

O que não funcionou bem na primeira semana de operação

Bilheteria

Entre 5 e 6 horas da manhã, muitos passageiros não conseguiram embarcar na Estação São Gabriel. É que a bilheteria só abre às 6 horas. A Transfácil, responsável pelo serviço, promete ampliar o horário de atendimento.

Catracas

Apenas três catracas foram instaladas para o embarque na Estação São Gabriel. A quantidade reduzida provocou longas filas. E, para piorar, uma das catracas quebrou. Até maio, a BHTrans vai dobrar o número de roletas em funcionamento.

Monitores

Os painéis eletrônicos das plataformas na Avenida Cristiano Machado, que informariam o tempo estimado para a chegada do próximo ônibus, não funcionaram. As TVs dos ônibus, que avisariam sobre as próximas paradas, também não. A BHTrans ainda tenta encontrar uma solução para a falha técnica.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE