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UFC 147: o bicho vai pegar

Quem são os lutadores, o que muda no Mineirinho e as academias belo-horizontinas para treinar MMA. Tudo o que você precisa saber para curtir a edição mineira do UFC, no sábado (23)

Por: João Renato Faria - Atualizado em

Lars Baron
(Foto: Redação VejaBH)

Tum! Pow! Soc! Chutes, socos, chaves de braço, sangue e muita, muita pancadaria. É isso que o público belo-horizontino vai encontrar no sábado (23), no Mineirinho. Acostumado a receber shows e jogos de vôlei e futsal, o ginásio na Pampulha passará por uma transformação para se tornar a casa da edição 147 do Ultimate Fighting Championship, ou UFC, como é mais conhecido. O evento é o maior do mundo dedicado ao MMA (sigla em inglês para artes marciais mistas), um dos esportes que mais crescem em termos de público e praticantes. Hoje, 132 países transmitem as sangrentas batalhas entre os lutadores.

Mas nem sempre foi assim. Criado pelo brasileiro Rorion Gracie em parceria com a empresa WOW em 1993 como uma disputa de artes marciais praticamente sem regras (daí o nome vale-tudo, da época), o UFC vinha em uma maré baixa após um pico de popularidade, com eventos sendo realizados em locais menores e sem transmissão pela TV. A sorte mudou em 2001, quando os irmãos Lorenzo e Frank Fertitta compraram a marca por 2 milhões de dólares e escalaram Dana White como presidente da organização. Em onze anos de gestão, o empresário transformou o UFC em uma das marcas esportivas mais valiosas do mundo, com um valor estimado em mais de 1 bilhão de dólares. A bolsa paga por combate a cada lutador impressiona. Ela independe do desempenho no octógono, ou seja, é depositada mesmo em caso de derrota. Na última edição, o brasileiro Júnior Cigano embolsou 200 000 dólares para disputar (e vencer) a luta principal, mesmo valor que coube ao rival, Frank Mir.

Esta é a primeira vez que o superlativo UFC vem a Minas Gerais. O público esperado se assemelha ao de uma partida de futebol: 14 000 pessoas. O evento será televisionado pela Rede Globo e pelo canal por assinatura Combate. Até chegar aqui, o UFC 147 percorreu um caminho tortuoso e acidentado. Criado para abrigar a revanche entre Anderson Silva e o falastrão americano Chael Sonnen, originalmente ocorreria em São Paulo, no Estádio do Pacaembu. Após problemas com a lei do silêncio paulistana, ele acabou transferido para o Rio de Janeiro. Mas, com os hotéis lotados por causa da Rio+20, a organização decidiu realizar a luta entre Silva e Sonnen na cidade de Las Vegas, em julho, e procurar uma outra metrópole para esta edição. Com o Mineirinho à disposição, Belo Horizonte foi a escolhida. A missão de fazer a luta principal coube a Vitor Belfort e Wanderlei Silva, que foram os treinadores do reality show The Ultimate Fighter — Em Busca dos Campeões, da Rede Globo (veja o quadro na pág. 28). A revanche entre os dois era esperada desde 1998, quando Silva foi derrotado na primeira edição do UFC realizada no Brasil. Mas Belfort machucou a mão e ficou de fora do torneio. Com Rich Franklin escalado como o substituto para a batalha, sobrou para Wanderlei Silva o peso de ser o lutador mais conhecido do público. "Quanto mais pressão, mais eu quero mostrar serviço", diz Silva. "Quem assistir terá uma experiência única." Tum! Pow! Soc!

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE