Cinema

Adaptação de O Grande Gatsby flerta com o pop em uma mistura que não dá liga

Apesar do luxo e da pompa em 3D, filme com Leonardo DiCaprio não tem emoção e densidade

Por: Tiago Faria - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Carey Mulligan e Leonardo DiCaprio: romance com firulas, mas sem faíscas

Avaliação ✪✪

Dezessete anos depois das extravagâncias de Romeu + Julieta, o diretor australiano Baz Luhrmann volta a aplicar sua marca muito particular na adaptação de um clássico. Do hip-hop na trilha sonora aos tiques de videoclipe, sua versão de O Grande Gatsby recorre a mil e uma firulas para transformar o romance de F. Scott Fitzgerald, publicado pela primeira vez em 1925, em espetáculo pop. Ao contrário da peça shakespeariana, no entanto, a experiência não dá liga e resulta desconjuntada, como se o cineasta tentasse unir à força dois filmes - um mais literário, repleto de piscadelas para a obra original, e outro carnavalesco e barulhento. Ousadias à parte, muitos dos diálogos e das situações do livro estão na tela, a começar pelas angústias do personagem principal, interpretado por um sonolento Leonardo DiCaprio. Em 1922, o milionário Jay Gatsby, conhecido por organizar festas agitadas em sua mansão em Long Island, revela um segredo ao vizinho Nick Carraway (Tobey Maguire, também narrador da trama): está apaixonado por Daisy Buchanan (Carey Mulligan), que conheceu cinco anos antes. Apesar de saber que ela é casada, Gatsby está disposto a conquistá-la. A gritante recriação em 3D da chamada "era do jazz" produz uma ou outra cena de impacto, mas a emoção e a densidade psicológica dos personagens ficam em segundo plano. Direção: Baz Luhrmann (The Great Gatsby, EUA, 2013, 140min). 14 anos. Estreou em 7/6/2013.

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE