Cinema

Amar, Beber e Cantar investiga com certo humor as relações conjugais

Baseado em uma peça teatral, último longa do diretor Alain Resnais tem pré-estreia no Belas Artes

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Caroline Sihol e Michel Vuillermoz em Amar, Beber e Cantar: diálogos afinados

Avaliação ✪✪✪

Oúltimo longa-metragem de Alain Resnais, morto em 1º de março, aos 91 anos, é extraído de uma peça do inglês Alan Ayckbourn. O cineasta francês não quis livrar seu filme da ambiência teatral. Pelo contrário. Em Amar, Beber e Cantar, Resnais, além de exímio diretor de atores, se aproveitou de um cenário explicitamente falso para sustentar uma divertida história. São apenas seis atores, que formam três casais. Alguns personagens estão às voltas com a montagem amadora de um texto para o teatro quando chega uma notícia alarmante. O médico Colin (Hippolyte Girardot) confessa à esposa (Sabine Azéma): o amigo George, que jamais aparece em cena, tem poucos meses de vida. Ela espalha, então, o segredo para Jack (Michel Vuillermoz) e Tamara (Caroline Sihol), dupla envolvida num relacionamento morno. Também ficam a par a ex-mulher de George (papel de Sandrine Kiberlain) e o atual marido dela (André Dussollier). Com diálogos redondos e humor refinado, a trama revela espirituosas infidelidades conjugais. Direção: Alain Resnais (Aimer, Boire et Chanter, França, 2014 108min). 12 anos. Estreou em 30/10/2014.

LEGENDADO: Belas Artes 3: 21h40, apenas neste sábado (1º).

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE