Cinema

Diretor Darren Aronofsky consegue dar uma visão personalizada ao épico Noé sem perder o foco no grande público

Longa metragem traz o ator Russell Crowe em grande forma na telona

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Russell Crowe na pele do protagonista: construindo a arca antes do dilúvio

Avaliação ✪✪✪

Ateu declarado, Darren Aronofsky sabia onde estava pisando ao levar ao cinema a história bíblica de Noé. Ousado, o diretor de Cisne Negro escreveu o roteiro em parceria com Ari Handel recheando-o de licenças. O resultado, pelo bem ou pelo mal, surpreende. Além de contentar variadas plateias, Aronofsky mostra-se incansável em ser um provocador no épico Noé. Seu longa­-metragem, de muitos altos e poucos baixos, satisfaz tanto aos que procuram um filme religioso quanto aos que buscam apenas um bom passatempo. O diferencial fica por conta da visão pessoal dada ao personagem-­título e de alguns momentos estéticos mais personalizados e próximos à filmografia do realizador, incluindo, sobretudo, Réquiem para um Sonho (2000). Na trama, Noé (Russell Crowe, voltando às telas em grande forma), descendente de Set, filho de Adão e Eva, vira um obstinado após alguns sonhos instigantes. Ele precisa construir uma arca e nela reunir pares de todos os animais. Antes de um dilúvio destruir a Terra, devem embarcar Noé, sua mulher (Jennifer Connelly) e os três filhos (Logan Lerman, Douglas Booth e Leo McHugh Carroll). Como adotou uma órfã, a família vai levar junto a bela Ila (Emma Watson). Na originalidade do enredo, encontram-se os guardiões, seres gigantes de pedra feitos em computação gráfica. Os efeitos visuais também são empregados para dar vida aos bichos e na impressionante sequência da inundação. Direção: Darren Aronofsky (Noah, EUA, 138min). 14 anos. Estreou em 3/4/2014.

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE