Cinema

Diretor René Sampaio cria drama violento na adaptação de Faroeste Caboclo

Filme baseado em música da banda Legião Urbana mostra homem que desafia traficante poderoso em Brasília

Por: Tiago Faria - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Os atores Fabrício Boliveira e Isis Valverde: western abrasileirado

Avaliação ✪✪✪

Prepare-se para um provável momento de nostalgia: quem cresceu nos anos 80 se pegará murmurando a melodia de Faroeste Caboclo, um dos hits do fim daquela década, logo no começo do filme, dirigido por René Sampaio. Para ouvir os nove minutos da faixa, porém, será preciso esperar até os créditos finais. Antes disso, o cineasta transforma a saga da banda Legião Urbana num drama violento, vibrante e tecnicamente impecável que, apesar de não convencer nos momentos mais intimistas, supera o desafio de transportar o público para o universo da canção. Na trama, o migrante João de Santo Cristo (Fabrício Boliveira, ótimo) vai tentar a vida em Brasília, onde vende drogas, se apaixona por Maria Lúcia (Isis Valverde) e desafia o traficante Jeremias (Felipe Abib). O western abrasileirado soa como uma espécie de lado B para a cinebiografia Somos Tão Jovens, também em cartaz. Em vez de retratar a vida de Renato Russo, Sampaio investiga o imaginário do compositor (Brasil, 2013, 105min). 16 anos.

Ouça este filme: a ótima trilha sonora foi selecionada por Philippe Seabra, da banda brasiliense Plebe Rude

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE