Cinema

Embora com deslumbrantes números musicais, o desenho Rio 2 não empolga e fica muito aquém do original

Roteiro fraco, vilões clichê e mudança da ação para a Amazônia podem decepcionar o público

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Blu e Jade na Amazônia: o cenário agora é outro

Avaliação ✪✪

Uma das animações mais aguardadas do ano, infelizmente, tende a provocar certa decepção na plateia, sobretudo a adulta. Tudo por causa da comparação com o desenho animado pioneiro, de 2011, também dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha. As maiores falhas aparecem em duas frentes: roteiro fraco e vilões-clichê. Além de o fator novidade ter ido para o espaço, os personagens se deslocaram para a Amazônia e não há criatividade em relação ao filme original - a não ser nos números musicais, excessivos, porém deslumbrantes. Na trama, as ararinhas-azuis Jade e Blu continuam morando no Rio de Janeiro e têm três filhotes. Eles passam o réveillon na Cidade Maravilhosa (na bela cena de abertura), mas se mandam para a Floresta Amazônica quando Jade descobre que aves da mesma espécie vivem por lá. Na chegada, ela reencontra o pai turrão e a família. O principal inimigo agora é um madeireiro responsável pelo desmatamento. Sem piadas espirituosas nem ação incessante (alguns dos trunfos do primeiro filme), Rio 2 sobrevive da cantoria e das coreografias dos pássaros, inspiradas nos balés aquáticos de Esther Williams.

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE