Cinema

Longa Mommy investiga as tensas relações entre mãe e filho

O drama retrata as agruras de uma mãe histérica e seu herdeiro adolescente

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Diane e Steve: a histérica e o hiperativo

Avaliação ✪✪✪

Prodígio, o diretor canadense Xavier Dolan tem 25 anos e já contabiliza cinco longasmetragens no currículo. Seu mais recente trabalho, Mommy, ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2014 e tornou-­se o candidato do Canadá a uma vaga ao Oscar 2015 de melhor filme estrangeiro. Dolan possui um domínio técnico e cênico invejáveis, além de um ouvido sensível para misturar, na trilha sonora, Céline Dion, Oasis e Lana Del Rey. Bastante ousado, o realizador faz aqui algo incomum: na maior parte do tempo, o filme é projetado em formato de tela vertical. Há um sentido para isso: focar no sufocante convívio de mãe e filho. Hiperativo, o adolescente Steve (Antoine-Olivier Pilon) saiu de uma instituição pública por agredir um interno. Volta, assim, a morar com Diane (Anne Dorval), uma mulher que, a duras penas, tenta fazer dele uma pessoa menos agitada, embora ela própria tenha uma natureza histérica. A intensa relação de amor e ódio ganha certa trégua com a chegada de Kyla (Suzanne Clément). Essa vizinha gaga, recém-saída de uma tragédia pessoal, entra na vida deles e, de mansinho, vai conseguir trazer harmonia ao caos afetivo. Direção: Xavier Dolan (Mommy, Canadá, 2014, 139min). 16 anos.

LEGENDADO: Belas Artes 3: 21h20, apenas neste sábado (13).

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE