Crianças

A bruxinha do bem

Espetáculo, adaptado da obra de Maria Clara Machado, encanta e dá belas lições de vida

Por: Isabella Grossi - Atualizado em

Dirceu Alves
(Foto: Redação VejaBH)

Maria Elis, Shirley Barreto, Alaíde Albino, Istéfani Pontes e Paloma Paeiros: interação com a plateia

O teatro infantil não necessariamente precisa comunicar uma lição construtiva. Algumas vezes, no entanto, essa pode ser uma boa proposta. Em A Bruxinha que Era Boa, adaptação da obra de Maria Clara Machado, o diretor Dirceu Alves conta livremente uma história que invade o imaginário das crianças, ao mesmo tempo em que defende a boa e maneirada conduta. Num conjunto de bruxas sob o reinado de Belzebu III, uma delas se destaca. Ângela, diferente das outras, tem o dom de praticar o bem. Ela não sabe fazer maldades. Essa característica da bruxinha a transforma em alvo fácil para o resto da turma, que tenta evocar o seu lado ruim sob pena de ficar eternamente presa na torre de piche. O espetáculo está há quinze anos em cartaz, levando a magia até o público infantojuvenil e mostrando a importância das boas ações. A ideia é ensinar a não cometer o mal e saber como combatê-lo. Durante a peça, a plateia tem a oportunidade de interagir com o elenco, que, num dado momento, se mistura aos espectadores procurando respostas para as mais distintas indagações. "A moral repassada é fundamental para o aprendizado infantil, mas esse é apenas um dos objetivos da montagem", afirma o diretor. "Também queremos manter viva a obra dessa grande autora brasileira de teatro para crianças."

A Bruxinha que Era Boa (65min). Livre. Teatro da Assembleia (145 lugares). Rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, ☎ 2108-7826. → Sábado e domingo, 17h. R$ 24,00 / Postos Sinparc, R$ 11,00. Até o dia 1° de julho.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE