Entrevista

3 perguntas para Vladimir Kotilevsky

Por: Rafael Rocha - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

No sábado (14), a Scriptum lança O Cão, um romance policial passado na Savassi e arredores, escrito pelo cônsul honorário da Rússia em BH

No livro você conta detalhes de várias regiões da cidade. Parece conhecê-la bem. Como percebe as mudanças na capital?

Mudei da Rússia para BH aos 9 anos. Depois vim e voltei várias vezes, e estou aqui direto há seis anos. Não acho a Savassi perigosa. Continua frequentada por artistas, como na época do meu primo Roberto Drummond, que infelizmente morreu e virou estátua. O trânsito ficou infernal. Nosso comportamento ainda é muito interiorano. A Praça Raul Soares era um horror, melhorou. E surgiu o Buritis, um buracão urbanizado sem entrada nem saída, um desastre.

Você diz que a Savassi é má. Por quê?

O bairro não recebe muito bem as pessoas de fora. Há um certo esnobismo. Pegue alguém do Calafate e coloque numa butique da Savassi. Os vendedores o receberão de um jeito diferente. Quem mora na Savassi anda de um jeito diferente. Até o jeito de manobrar o carro é diferente.

A obra entrelaça mistérios da Inconfidência Mineira. Qual seu interesse no assunto?

A morte de Cláudio Manuel da Costa é cheia de mistérios. Ele era tesoureiro da Inconfidência, então havia interesses nisso, apesar da versão oficial de que ele se matou.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE