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Expoprojeção 73 Hoje resgata trabalhos de mostra audiovisual histórica

Pioneirismo de nomes reconhecidos como Hélio Oiticia e Lygia Pape chamam atenção nos filmes

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

Reprodução
(Foto: Redação VejaBH)

Cena do vídeo Natureza, do mineiro Luiz Alphonsus: tecnologia e estética típicas da década de 70

Em 1973, aconteceu em São Paulo a primeira grande mostra audiovisual brasileira. Organizada por Aracy Amaral, a Expoprojeção reuniu vídeos experimentais inéditos criados por jovens artistas. A exposição ocorreu em um extinto e importante espaço underground da capital paulista conhecido como Grife (Grupo de Realizadores Independentes de Filmes Experimentais de São Paulo). No ano passado, Aracy e o pesquisador Roberto Cruz recuperaram a maioria das obras e reeditaram a mostra em São Paulo. Na terça (22), esse conjunto raro e histórico desembarca em Belo Horizonte. Feitos com projetores de slides, câmeras super-8 e em 16 milímetros, os filmes hoje podem parecer precários e improvisados. O importante, no entanto, foi o pioneirismo de uma turma de novos realizadores, hoje respeitados internacionalmente, como Cildo Meireles, Hélio Oiticica (1937-1980), Antonio Dias, Lygia Pape (1927-2004), Anna Bella Geiger e Ana Maria Maiolino. Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida

Afonso Pena, 737 (Praça Sete), Centro, ☎ 3236-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 1º de junho. A partir de terça (22).

Adaptação: para a edição de Beagá foram selecionados trinta vídeos produzidos em 1973, entre eles obras de mineiros como Beatriz Dantas, Paulo Lemos, Luiz Alphonsus e Raymundo Colares

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE