Exposições

Exposições: 19 a 25 de maio

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

Odin
(Foto: Redação VejaBH)

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ÚLTIMA SEMANA ✪✪ SOMATÓRIO SINGULAR. Com a curadoria de Cristina Burlamaqui, a Galeria Murilo Castro apresenta esta coletiva de arte contemporânea. Estão em exposição trabalhos de sete jovens artistas cariocas: Alexandre Mazza, Bruno Miguel, Carolina Martinez, Gabriela Maciel, Marcelo Jácome, Maria Lynch e Noé Klabin. Cada um utiliza seus próprios materiais, técnicas e linguagens. Os resultados são diversos, mas a inspiração é a mesma, as sensações sobre a vida urbana e a dinâmica do cotidiano. As cores vibrantes das telas de Marcelo Jácome e a tridimensionalidade pop das esculturas de Maria Lynch dão o tom moderninho à mostra. R$ 3 000,00 a R$ 30 000,00. Galeria Murilo Castro. Rua Antônio de Albuquerque, 377, Sala 1, Savassi, ☎ 3287-0110 → Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até sábado (26). EM CARTAZ ✪✪✪✪ ARTHUR OMAR. Ícone da produção artística contemporânea, o mineiro Arthur Omar desenvolve trabalhos nos campos da fotografia, cinema, vídeo e música. Suas experiências em antropologia visual procuram abordar "cientificamente" expressões, sensações e a própria condição humana a partir da captura da imagem. As Portas da Percepção, sua mais recente empreitada, apresenta uma seleção inédita de imagens, um vídeo e uma instalação. A mostra é resultado de uma experimentação fotográfica baseada no texto do escritor Aldous Huxley (1894-1963) sobre a expansão da consciência e no pensamento do pintor e poeta William Blake (1757-1827). É de Blake a frase que inspirou Omar: "Se as portas da percepção fossem limpas, tudo apareceria ao homem como realmente é, infinito". Oi Futuro — Galeria 1. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-3131 → Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 17 de junho.

✪✪✪ A CASA E A CIDADE: Construção do Espaço Doméstico, Social e da Lembrança em Belo Horizonte. Mostra de longa duração no Casarão do Museu Histórico Abílio Barreto que homenageia a história e a vida doméstica da cidade. O acervo reúne móveis, documentos, plantas arquitetônicas, obras e objetos de uso comum em Belo Horizonte do início do século XX até os anos 1990. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3342-1268 → Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 14 de dezembro.

✪✪✪✪ FERNANDO BOTERO. Belo Horizonte recebe pela primeira vez uma individual do pintor e escultor colombiano Fernando Botero. Nascido na cidade de Medellín, em 1932, ele é um dos poucos artistas visuais que gozam de prestígio e do título de "mestre" ainda em vida. Suas obras são mundialmente reconhecidas pela representação de figuras humanas roliças e pelo colorido vibrante de cenas cotidianas. Nesta exposição, Botero manifesta com mais vigor a preocupação com as agruras de seu povo. As telas da mostra Dores da Colômbia retratam cenas de sequestro, tortura, morte e sofrimento psicológico. Em uma das três belas salas que abrigam os trabalhos, foram reunidos desenhos feitos a carvão. As cores escuras e frias dessas telas acentuam a atmosfera de tensão que o tema impõe. Museu de Artes e Ofícios. Praça Rui Barbosa (Praça da Estação), Centro ☎ 3248-8600 → Terça e sexta, 12h às 19h; quarta e quinta, 12h às 21h; sábados, domingos e feriados, 11h às 17h. Grátis. Até 2 de junho.

FIGURINOS DO GRUPO GALPÃO: MEMÓRIA FEITA A MÃO. Para celebrar seus trinta anos, o Grupo Galpão exibe os figurinos de três conhecidas montagens da companhia: A Rua da Amargura (1994), Partido (1999) e O Inspetor Geral (2003). A exposição integra as atividades de um ateliê aberto, que realiza o inventário e a restauração das peças. O trabalho dos pesquisadores pode ser acompanhado em tempo real por meio de visitas guiadas e previamente agendadas pelo telefone. À medida que são inventariadas e restauradas, as peças seguem para o local da exposição: o corredor de acesso ao Teatro Wanda Fernandes, no Galpão Cine Horto. Visitas guiadas: Centro Cultural da UFMG. Avenida Santos Dumont, 174, Centro, ☎ 3409-8290. Segunda a sexta, 14h às 17h. Até 25 de agosto. Exposição: Galpão Cine Horto. Rua Pitangui, 3613, Horto, ☎ 3481-5580. Segunda a sábado, 9h às 22h. Até 25 de agosto. Grátis.

✪✪✪  GLAUCO MORAES. O artista e professor de história da arte inaugura a mostra Seres Múltiplos no Museu Inimá de Paula. Em grandes telas de acrílico, Moraes faz leituras inusitadas da figura humana. Chamam atenção os contornos espessos, as cores contrastantes e inserção de frases em um dialeto criado pelo artista. Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320 → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 8 de julho.

✪✪✪  IMAGENS DO CONHECIMENTO. Fotografias do processo de produção científica formam uma diversa e vibrante mostra no Espaço TIM UFMG do Conhecimento. Coordenado pelo Núcleo de Divulgação Científica (NDC) da UFMG, o projeto surgiu a partir da ideia da professora de matemática Sônia Pinto de Carvalho. Ela pensou em organizar um banco de imagens dos vários campos do conhecimento com o objetivo de despertar o interesse da população pela ciência. Uma das instalações mais interessantes é o emaranhado de monóculos que abre a exposição. Espaço TIM UFMG do Conhecimento. ☎ 3409-8350 → Terça a domingo, 10h às 17h (quinta, 10h às 21h). Grátis. Até 24 de junho.

✪✪✪ A MENOR DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS É O HUMOR. Uma divertida coletânea de charges e cartuns do artista Duke ganha exposição no Oi Futuro. Foram reunidos trabalhos publicados em jornais e revistas nos últimos três anos e obras inéditas produzidas pelo cartunista. Duke é mineiro de Belo Horizonte, assina charges diárias nos jornais O Tempo e Super Notícia e, em 2009, foi premiado com o troféu HQMIX, como melhor cartunista brasileiro. Oi Futuro — Galeria 2. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-3131 → Terça a domingo, 11h às 18h. Grátis. Até 8 de julho.

✪✪✪ MÉTODOS EMPÍRICOS PARA A EXTRAÇÃO (OU CONSTRUÇÃO) DE UMA FORMA. Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, a Celma Albuquerque Galeria de Arte abre exposição coletiva. Os onze artistas selecionados são: Alessandro Lima, Angelo Venosa, Eder Santos, Isaura Pena, Joacélio Batista, João Castilho, José Bento, Mabe Bethônico, Nuno Ramos, Pedro Motta e Roberto Bethônico. Os trabalhos têm em comum o processo criativo que ele chama de "poética do pica-pau". Todas as fotografias, desenhos, esculturas e instalações emergem do ato, ora invisível, ora aparente, de escavação da matéria. Vale a pena passar alguns segundos dentro da instalação de José Bento. O artista criou uma espécie de cabine a partir do imponente tronco de um jequitibá. Celma Albuquerque Galeria de Arte. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494 → Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Grátis. Até domingo (27).

MOSTRA! Os alunos de artes visuais da Escola de Belas Artes da UFMG exibem sua exposição anual. Estudantes do primeiro ao último período do curso apresentam suas respectivas pesquisas por meio de desenhos, pinturas, fotografias e instalações. Centro Cultural da UFMG. Avenida Santos Dumont, 174, Centro, ☎ 3409-8290 Segunda a sexta, 10h às 21h; sábado e domingo, 10h às 18h. Até 8 de junho.

✪✪✪ NUNO RAMOS. Leia em Veja BH Recomenda (pág. 6). Sesc Palladium — Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5350 → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 1º de julho.

✪✪✪ NYDIA NEGROMONTE. O Museu de Arte da Pampulha recebe os trabalhos da artista peruana radicada no Brasil. O título da exposição, Lição de Coisas, refere-se ao antigo manual catalão Liçons de Coses, de 1933, que regulava atividades e costumes da vida social e familiar. Na mostra, ela justapõe ilustrações extraídas do compêndio original a fotografias de famílias comuns. As composições chamam atenção pela semelhança entre uma cena ideal, tida como modelo de comportamento pelo manual, e um momento real, registrado pela fotografia. A ideia de Nydia é propor a reflexão sobre gestos, costumes, afetos e coincidências da experiência humana. Museu de Arte da Pampulha. Avenida Doutor Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946 → Terça a domingo, 9h às 19h. Grátis. Até 30 de junho.

✪✪ PROTÓTIPOS/CORTADO. Segundo os dicionários, protótipo é o primeiro exemplar, o original, o modelo. Para a artista gaúcha Cristina Ribas, esse conceito é também a metodologia criativa que lhe permite externar sua visão da metrópole. Por meio da técnica da colagem, Ribas recorta cenas de diversos elementos da paisagem urbana, como prédios, postes e tijolos, para construir novos cenários e dar forma a seus modelos mentais de cidade. As imagens finais são formadas por fotos coletadas e produzidas pela artista em locais de demolição em Porto Alegre (sua terra natal), Londres e outras cidades europeias. A montagem, no entanto, explora pouco o ambiente da galeria e demonstra certo improviso. Os visitantes também podem levar imagens relacionadas às dinâmicas de construção e destruição para criar seus próprios cenários. Funarte. Rua Januária, 68, Floresta, ☎ 3213-7112 → Segunda a sexta, 10h às 18h. Realização de colagens pelo público: quinta e sexta, 14h às 18h. Grátis. Até 7 de junho.

✪✪✪ ROGÉRIO FERNANDES. O traço característico das gravuras do artista remete à linguagem popular dos cordéis e das xilogravuras nordestinas e retrata cenas do folclore brasileiro. Foram prorrogadas duas exposições do celebrado artista piauiense radicado em BH. Amor Inesperado apresenta casais fictícios, como Elvis e Madonna, Frida Kahlo e James Dean, e Chanel no Sertão conta com sete gravuras e quadros inspirados na lendária estilista. Além dessas mostras, a galeria guarda o acervo do artista e funciona como seu ateliê. Após essa individual, as duas séries inéditas integrarão uma coletiva no Aeroporto Internacional de Miami. As gravuras estão à venda a partir de R$ 300,00 e as telas a partir de R$ 2 500,00. Rogério Fernandes Galeria e Atelier. Rua Orenoco, 137, Sion, ☎ 8794-1399 → Segunda a sexta, 9h às 12h e 14h às 19h; sábados, 11h às 14h. Até 15 de junho.

✪✪✪ VER E VOLTAR A VER: A CIDADE DOS ALUNOS DO MESTRE GUIGNARD. O Centro de Cultura Belo Horizonte apresenta em sua galeria principal 26 telas de ex-alunos de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962). Cada autor empregou suas próprias linguagens e técnicas, que, além de homenagear o mestre, têm Belo Horizonte como tema. A cidade, tão importante para a vida e a obra do pintor, foi retratada por aprendizes ilustres como Yara Tupinambá, Amilcar de Castro e Álvaro Apocalypse. Centro de Cultura Belo Horizonte. Rua da Bahia, 1149, Centro, ☎ 3277-4384 → Segunda a sexta, 9h às 19h. Grátis. Até 26 de outubro.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE