Exposições

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ESTREIAS

GLAUCO MORAES. O artista e professor de história da arte inaugura a mostra Seres Múltiplos no Museu Inimá de Paula. Em nove telas de acrílico, Glauco faz leituras inusitadas da figura humana. Contornos espessos, cores contrastantes e a inserção de frases à composição conferem ao trabalho certo apelo pop. Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320 → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 8 de julho. A partir de quinta (10).

POMPÉA BRITTO. O trabalho da artista plástica Pompéa Britto ganha exposição na Biblioteca Pública Luiz de Bessa. Carioca radica-

da em Belo Horizonte, ela é desenhista, gravurista e ex-professora da Escola de Belas Artes da UFMG. Por meio de delicados traços em nanquim e lápis de cor, seus desenhos retratam animais, figuras humanas (predominantemente femininas) e situações do cotidiano. A temática lúdica e o emprego suave da cor conferem caráter por vezes onírico aos quadros. A exposição fica no espaço Passarela Cultural, anexo ao prédio principal. Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa - Prédio Francisco Iglesias. Rua da Bahia, 1889, 2º piso, Lourdes, ☎ 3269-1204. Segunda a sexta, 8h às 18h; sábado, 8h às 12h. Grátis. Até dia 31. A partir de quarta (9).

ÚLTIMA SEMANA

✪✪✪ ISABELA PRADO. As relações entre natureza e urbanidade são tema da mostra Entre Rios e Ruas, da mineira Isabela Prado. O curioso objeto que abre a exposição é um broche de ouro inspirado no traçado natural do Rio Arrudas. Após cuidadoso processo de pesquisa e mapeamento dos rios da cidade, a artista produziu vídeos, fotografias, desenhos e uma instalação interativa, intitulada Repaisagem. Um grande quadro de metal e ímãs azuis, em formato de cursos d'água, convidam o espectador a compor livremente mapas hidrográficos. Sesc Palladium — Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5350 → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até este domingo (6).

✪✪ A HISTÓRIA DO ROCK BRASILEIRO EM 1 000 DISCOS. O pesquisador de música e poesia brasileira Marcelo Dolabela abre seu acervo sobre a história do rock. A exposição é uma homenagem ao desenvolvimento do gênero musical no Brasil de 1955 a 2010. Capas de álbuns clássicos estão organizadas em cinco banners, a partir da cronologia e dos vários subgêneros e movimentos, como jovem guarda, pop rock, tropicália, rock rural, rock progressivo e Clube da Esquina. Além dos banners, estão expostos objetos raros e curiosos, como um vinil do rei do baião, Luiz Gonzaga, uma fita K7 do grupo Planet Hemp e até a revista Playboy com a cantora Marina Lima na capa. Centro Cultural da UFMG. Avenida Santos Dumont, 174, Centro, ☎ 3409-8290 → Terça a sábado, 10h às 21h. Grátis. Até este domingo (6).

✪✪ LA VIE EN ROSE — LINGERIE 1890/1990. Peças íntimas do vestuário feminino que foram usadas desde a belle époque até o século XX compõem a mostra. A exposição pretende discutir a história recente da mulher a partir de temas ligados à sua intimidade, como sedução, controle e fetiche. Estão expostas sessenta peças, desde sutiãs, espartilhos e corseletes até calçolas, anáguas e penhoares. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573 → Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até este domingo (6).

EM CARTAZ ✪✪✪✪ FERNANDO BOTERO. Leia em VEJA BH Recomenda (pág. 12). Museu de Artes e Ofícios. Praça Rui Barbosa (Praça da Estação), Centro ☎ 3248-8600 → Terça e sexta, 12h às 19h; quarta e quinta, 12h às 21h; sábados, domingos e feriados, 11h às 17h. Grátis. Até 2 de junho.

✪✪ GRAMPO, GRAMPEADORES E GRAMPEADOS. A Grampo Galeria, inaugurada em 2007, abrigava uma loja de objetos de design e o escritório da arquiteta Manoela Beneti. A partir de 2011, as atividades comerciais deram lugar a um espaço para exposições de artes visuais, arquitetura, design e artes cênicas. Nesta mostra, o sofisticado salão da Grampo reúne uma curiosa coleção de grampos e grampeadores coletados nas papelarias da cidade. Já os "grampeados" são cinco artistas selecionados para as próximas exposições, cujos nomes e propostas estão contidos em uma caixa projetada por Manoela. Grampo Galeria. Rua Germano Torres, 6, Sion, ☎ 3327-4674 → Terça a sexta, 15h às 19h; sábado, 11h às 14h. Até dia 26.

✪✪✪ IMAGENS DO CONHECIMENTO. Fotografias do processo de produção científica formam uma diversa e vibrante mostra no Espaço TIM UFMG do Conhecimento. Coordenado pelo Núcleo de Divulgação Científica (NDC) da UFMG, o projeto surgiu a partir da ideia da professora de matemática Sônia Pinto de Carvalho. Ela pensou em organizar um banco de imagens dos vários campos do conhecimento com o objetivo de despertar o interesse da população pela ciência. Uma das instalações mais interessantes é o emaranhado de monóculos que abre a mostra. Espaço TIM UFMG do Conhecimento. ☎ 3409-8350 → Terça a domingo, 10h às 17h (quinta, 10h às 21h). Grátis. Até 24 de junho.

INHOTIM. O complexo museológico é referência nacional em arte contemporânea. Com mais de 500 obras, o rico acervo de Inhotim está organizado em mostras permanentes e temporárias. É possível visitar trabalhos de renomados artistas nacionais e internacionais, como os do fotógrafo espanhol Miguel Rio Branco e do brasileiro Hélio Oiticica (1937-1980), grande nome da arte pós-moderna. As obras e instalações estão distribuídas por galerias, pavilhões e jardins inspirados nos ensinamentos paisagísticos de Burle Marx. No mês passado foi reaberta a galeria True Rouge, que abriga a instalação homônima do celebrado artista plástico pernambucano Tunga. A obra, que data de 1997, foi produzida a partir de redes, madeira, esponjas do mar, tinta vermelha, bolas de sinuca e escovas limpa-garrafa. A diversidade dos materiais e a composição surpreendentemente coesa que eles formam causam grande impacto. Inhotim. Rua B, 20, Brumadinho, ☎ 3254-5440 → Terça a sexta, 9h30 às 16h30; sábados, domingos e feriados, 9h30 às 17h30. Grátis (ter.); R$ 20,00 (qua. e qui.); R$ 28,00 (sex. e dom.).

✪✪✪ NYDIA NEGROMONTE. O Museu de Arte da Pampulha recebe os trabalhos da artista peruana radicada no Brasil. O título da exposição, Lição de Coisas, refere-se ao antigo manual catalão Liçons de Coses, de 1933, que regulava atividades e costumes da vida social e familiar. Na mostra, ela justapõe ilustrações extraídas do compêndio original a fotografias de famílias comuns. As composições chamam atenção pela semelhança entre uma cena ideal, tida como modelo de comportamento pelo manual, e um momento real, registrado pela fotografia. A ideia de Nydia é propor a reflexão sobre gestos, costumes, afetos e coincidências da experiência humana. Museu de Arte da Pampulha. Avenida Doutor Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946 → Terça a domingo, 9h às 19h. Grátis. Até 30 de junho.

✪✪✪ A MENOR DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS É O HUMOR. Uma divertida coletânea de charges e cartuns do artista Duke ganha exposição no Oi Futuro. Foram reunidos trabalhos publicados em jornais e revistas nos últimos três anos e obras inéditas produzidas pelo cartunista. Duke é mineiro de Belo Horizonte, assina charges diárias nos jornais O Tempo e Super Notícia e, em 2009, foi premiado com o troféu HQMIX, como melhor cartunista brasileiro. Oi Futuro — Galeria 2. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-3131. Terça a domingo, 11h às 18h. Grátis. Até 8 de julho.

✪✪✪ MÉTODOS EMPÍRICOS PARA A EXTRAÇÃO (OU CONSTRUÇÃO) DE UMA FORMA. Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, a Celma Albuquerque Galeria de Arte abre exposição coletiva. Os onze artistas selecionados são: Alessandro Lima, Angelo Venosa, Eder Santos, Isaura Pena, Joacélio Batista, João Castilho, José Bento, Mabe Bethônico, Nuno Ramos, Pedro Motta e Roberto Bethônico. Os trabalhos têm em comum o processo criativo que ele chama de "poética do pica-pau". Todas as fotografias, desenhos, esculturas e instalações emergem do ato, ora invisível, ora aparente, de escavação da matéria. Vale a pena passar alguns segundos dentro da instalação de José Bento. O artista criou uma espécie de cabine a partir do imponente tronco de um jequitibá. Todas as obras estão à venda, mas os preços não foram fornecidos. Celma Albuquerque Galeria de Arte. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494 → Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Grátis. Até dia 27.

✪✪✪ ROGÉRIO FERNANDES. O traço marcante das gravuras do artista remete à linguagem popular dos cordéis e das xilogravuras nordestinas e retrata cenas do folclore brasileiro. Neste mês, o celebrado artista piauiense radicado em BH exibe duas exposições. Amor Inesperado apresenta casais fictícios, como Elvis e Madonna, Frida Kahlo e James Dean; e Chanel no Sertão conta com sete gravuras e quadros inspirados na lendária estilista. Além dessas mostras, a galeria guarda o acervo do artista e funciona como seu ateliê. Após esta individual, as duas séries inéditas integrarão uma coletiva no Aeroporto Internacional de Miami. As gravuras estão à venda a partir de R$ 300,00 e as telas, a partir de R$ 2 500,00. Rogério Fernandes Galeria e Atelier. Rua Orenoco, 137, Sion, ☎ 8794-1399 → Segunda a sexta, 9h às 12h e 14h às 19h; sábados, 11h às 14h. Até dia 15.

✪✪ SOMATÓRIO SINGULAR. Com a curadoria de Cristina Burlamaqui, a Galeria Murilo Castro apresenta mostra coletiva de arte contemporânea. Estão em exposição trabalhos de sete jovens artistas cariocas: Alexandre Mazza, Bruno Miguel, Carolina Martinez, Gabriela Maciel, Marcelo Jácome, Maria Lynch e Noé Klabin. Cada um utiliza materiais, técnicas e linguagens diferentes. Os resultados são diversos, mas a inspiração é a mesma, as sensações sobre a vida urbana e a dinâmica do cotidiano. As cores vibrantes das telas de Marcelo Jácome e a tridimensionalidade pop das esculturas de Maria Lynch dão o tom moderninho à mostra. R$ 3 000,00 a R$ 30 000,00. Galeria Murilo Castro. Rua Antônio de Albuquerque, 377, Sala 1, Savassi, ☎ 3287-0110 → Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até dia 26.

✪✪✪ VER E VOLTAR A VER: A CIDADE DOS ALUNOS DO MESTRE GUIGNARD. O Centro de Cultura Belo Horizonte apresenta em sua galeria principal 26 telas de ex-alunos de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962). Cada autor empregou suas próprias linguagens e técnicas, que, além de homenagear o mestre, têm Belo Horizonte como tema. A cidade, tão importante para a vida e a obra do pintor, foi retratada por aprendizes ilustres como Yara Tupinambá, Amílcar de Castro e Álvaro Apocalypse. O Parque Municipal e o coreto da Praça da Liberdade são temas de algumas telas. Centro de Cultura Belo Horizonte. Rua da Bahia, 1149, Centro, ☎ 3277-4384 → Segunda a sexta, 9h às 19h. Grátis. Até 26 de outubro.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE