Exposições

Exposições: programação para os dias 01 a 07 de dezembro

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

Tina Carvalhaes
(Foto: Redação VejaBH)

Montmartre — Paris, de Sergio Telles: telas e aquarelas do pintor podem ser vistas até sábado (8) na galeria Errol Flynn

ESTREIA DOMINGOS MAZZILLI. O prédio anexo à Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa vai receber a instalação [im]penetráveis #1, do artista Domingos Mazzilli. Ao som de radionovelas, o visitante poderá caminhar entre uma coleção de setenta camisolas de cetim, seda e musseline que datam das décadas de 40 a 60. Uma das intenções do trabalho é reacender a discussão sobre o papel social das mulheres no século XX. Anexo da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa — Passarela Cultural. Rua da Bahia, 1889, 2º piso, Funcionários, ☎ 3269-1204. Segunda a sexta, 8h às 20h; sábado, 8h às 12h. Até dia 22. A partir de terça (4).

ÚLTIMA SEMANA MARGINALIA+LAB. Essa dica é para quem curte as possibilidades criativas das novas tecnologias. A mostra apresenta o resultado de quatro residências artísticas realizadas neste ano. Até este domingo (2), os trabalhos ficam expostos para visitação no Teatro Espanca. Uma das quatro atrações é o projeto Knitic — Tricô Livre, de Mar Canet (Espanha) e Varvara Guljajeva (Estônia). A partir da criação e manipulação de um software que controla uma máquina de tricô, os artistas "teceram" uma curiosa kombi de lã. Teatro Espanca. Rua Aarão Reis, 542, Floresta, ☎ 2514-0856. → Sexta a domingo, 14h às 22h. Grátis. Até este domingo (2).

✪✪✪ RONALDO FRAGA. O tão aguardado Caderno de Roupas, Memórias e Croquis, livro do estilista mineiro, ainda não saiu, mas a exposição homônima já foi aberta. Nove ambientes abrigam instalações, croquis, material gráfico, vídeos e roupas de 35 coleções desenhadas por Fraga. Um dos espaços homenageia a coleção Costela de Adão, de 2003, cuja inspiração era o artesanato de cerâmica do Vale do Jequitinhonha. É uma oportunidade para conhecer o processo criativo do estilista e perceber como as cores, os costumes e as histórias do povo brasileiro serviram de inspiração para várias coleções. Também estão expostos objetos, fotos de arquivo pessoal e imagens de nomes da literatura, da música e das artes vi­suais que são referência em seus trabalhos. A mostra está montada no antigo Palácio dos Despachos, futura sede da Casa Fiat de Cultura. Palácio dos Despachos. Praça José Mendes Júnior, s/nº, Funcionários, ☎ 3239-2014. Terça a sábado, 10h às 21h; domingo, 10h às 18h. Grátis. Até domingo (9).

✪✪✪ SERGIO TELLES. Reconhecido internacionalmente e tido como um dos expoentes da pintura no país, o artista plástico carioca ganha mostra na galeria Errol Flynn. Em cores e pinceladas de intensidade fovista, Telles retratou paisagens de Ouro Preto, Mariana, Diamantina e de países que visitou, como Portugal, França, Tunísia e Líbano. A exposição exibe nove aquarelas e 37 pinturas. Errol Flynn Galeria de Arte. Rua Alagoas, 977, Savassi ☎ 3318-3830. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até sábado (8).

EM CARTAZ ✪✪✪ A CASA E A CI­DADE: CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO DOMÉSTICO, SOCIAL E DA LEMBRANÇA EM BELO HORIZONTE. Estão expostos móveis, objetos, imagens e relatos da vida em Belo Horizonte desde o século XIX até a década de 90. As evoluções tecnológicas, que modificaram os modos de viver e morar, ajudam a construir um retrato do cotidiano na capital. No 2º andar da sede centenária, estão pen­tea­dei­ras, aparadores, cadeiras, poltronas de cinemas antigos e plantas arquitetônicas do início do século passado. Em outro ambiente, é possível observar documentos e peças de roupa pelo buraco de diversas fechaduras. Um dos salões guarda uma coleção de aparelhos eletrônicos hoje jurássicos, como um rádio Philips de 1940, um televisor da marca RCA Victor, original dos anos 60, e um celular Motorola StarTAC, sonho de consumo de muita gente no início da década de 90. Os pequenos certamente cairão na gargalhada e os adultos vão se emocionar. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Moraes, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até dia 14.

✪✪ FILMES E VÍDEOS DE ARTISTAS NA COLEÇÃO ITAÚ CULTURAL. Há quem torça o nariz para a chamada videoarte. Algumas experimentações audiovisuais, ou "vídeos de artista", resultam em filmes sem tanto impacto comercial mas que, no entanto, contribuem enormemente para o desenvolvimento dessa linguagem no país. A Grande Galeria do Palácio das Artes exibe uma mostra inédita de vídeos do acervo do Itaú Cultural. A seleção compreende desde trabalhos experimentais dos anos 60 até obras que se aproximam mais claramente da linguagem cinematográfica. Entre as fitas exibidas estão obras de importantes autores brasileiros, como Nelson Leirner, que realizou experimentações pioneiras nos anos 70, e Cao Guimarães, conhecido cineasta contemporâneo. Palácio das Artes — Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400 → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 6 de janeiro de 2013.

ISABEL GALÉRY. A artista plástica belo-horizontina se encantou pela beleza gráfica de antigas partituras musicais. Após pesquisa sobre partituras originais manuscritas dos séculos XVII e XVIII da música colonial, a artista produziu aquarelas, xilogravuras e esculturas. Na mostra Do Som ao Signo: o Resgate do Afeto, ela apresenta trinta telas e sete totens que ilustram sua estreita relação com a música e a estética barrocas. Galeria de Arte Contemplo. Rua Barão de Macaúbas, 261, Santo Antônio, ☎ 3296-1160. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h às 13h. Até dia 15.

✪✪✪ MIGUEL GONTIJO. A mostra Miguel e o Ornitorrinco traz desenhos e pinturas inspirados no livro Kant e o Ornitorrinco, do italiano Umberto Eco. O filósofo alemão e o desajeitado mamífero não têm de fato nada em comum. É justamente da construção de significados, da linguagem e das habilidades cognitivas humanas que tratam as obras de Eco e Gontijo. Os trabalhos do pintor sugerem o caos, a desordem e até certa dose de agressividade pela maneira como alguns símbolos são justapostos. Na metalinguística obra Brinquedo Proibido, por exemplo, as referências a alguns ícones das artes visuais são claras. É Pablo Picasso quem segura a sombrinha que abriga uma figura feminina recortada de sua própria tela, Guernica. Ao fundo, junto com outros elementos, pode-se identificar ainda um detalhe da emblemática A Grande Onda de Kanagawa, do artista japonês Katsushika Hokusai. Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 7 de janeiro de 2013.

MUSEU DE ARTES E OFÍCIOS. O acervo permanente do museu merece uma demorada e atenta visita. Cerca de 2 300 peças, como utensílios de cozinha, ferramentas e maquinários rústicos, representam vários ofícios e profissões dos séculos passados. A extensa coleção exibe itens curiosos, como uma arcaica cadeira de dentista, balanças de precisão utilizadas por ourives e rodas de fiar manejadas por tecelões. Inaugurado em 2005 na Estação Central do metrô de Belo Horizonte, o espaço do museu compreende os dois prédios centenários, interligados por um túnel subterrâneo. Museu de Artes e Ofícios. Praça Rui Barbosa (Praça da Estação), Centro, ☎ 3248-8600. → Terça e sexta, 12h às 19h; quarta e quinta, 12h às 21h; sábados, domingos e feriados, 11h às 17h. Grátis (qua. e qui., 17h às 21h; sáb.); R$ 4,00.

✪✪✪ MUSEU REVELADO. Após passar por uma série de reformas no mês passado, o Museu de Arte da Pampulha (MAP) exibe um recorte do próprio acervo. Das 1 600 peças da coleção, setenta foram escolhidas para integrar a mostra Museu Revelado. Preciosidades como telas de Alberto da Veiga Guignard e trabalhos de Alfredo Volpi e Oswaldo Goeldi ganharam lugar de destaque no mezanino do MAP. A Coleção Assis Chateaubriand, exibida integralmente pela primeira vez na cidade, foi organizada em uma estreita saleta também no mezanino. Assim como havia feito para o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o empresário e jornalista cedeu ao MAP parte de seu acervo. Entre as dezesseis obras doadas, há um desenho inédito de Guignard e uma tela pintada por Winston Churchill, o primeiro-ministro inglês à época da II Guerra. A mostra se estende para o outro lado da Lagoa da Pampulha. Na Casa do Baile, foram instalados trabalhos de artistas contemporâneos, que abordam temas ligados à arquitetura e ao design. Museu de Arte da Pampulha. Avenida Doutor Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. → Terça a domingo, 9h às 18h. Casa do Baile. Avenida Doutor Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha,☎ 3277-7443. → Terça a domingo, 9h às 18h. Grátis. Até 3 de fevereiro de 2013.

✪✪✪ NUNO RAMOS. O celebrado artista visual paulistano monta pela primeira vez a ousada mostra ai, pareciam eternas! (3 lamas). Em julho, parte do chão da Celma Albuquerque Galeria de Arte começou a ser escavada para receber as obras. Construídas em escala real, as edificações que representam três casas em que o artista morou (a da mãe, a da avó e a do primeiro casamento) parecem afundar na lama. Celma Albuquerque Galeria de Arte. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494. → Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Até dia 22.

✪✪✪ PEDRO DE MORAES. Leia em Veja BH Recomenda. Galeria Murilo Castro. Rua Antônio de Albuquerque, 377, Sala 1, Savassi, ☎ 3287-0110. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até dia 21.

✪✪✪✪ ROBERT POLIDORI. O fotógrafo canadense Robert Polidori tem uma queda por desastres e espaços deteriorados. Mais do que isso, ele consegue retratá-los com primor estético e tom crítico. Suas composições lembram a acurada perspectiva renascentista, em que elementos centrais eram rodeados milimetricamente pelo restante do cenário. O uso da luz natural também ajuda a conferir beleza plástica e atmosfera plácida a cenas de destruição, sujeira e caos. Entre os 48 trabalhos expostos no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia estão sua famosa série sobre a devastação causada pelo furacão Katrina e registros de outras ruínas contemporâneas, como os prédios decadentes de Havana, em Cuba, e as cidades ucranianas de Chernobyl e Pripyat quinze anos depois do acidente nuclear de 1986. Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737 (Praça Sete), Centro, ☎ 3263-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 6 de janeiro de 2013.

VER E VOLTAR A VER: A CIDADE DOS ALUNOS DO MESTRE GUIGNARD. A mostra de ex-alunos ilustres de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) volta ao cartaz, agora na galeria de arte do BDMG Cultural. As 26 obras foram reunidas pela primeira vez em 1996, em comemoração ao centenário de BH. Cada autor empregou as próprias linguagens e técnicas, que, além de homenagear o mestre, têm a capital como tema. Estão expostas telas abstratas, figurativas e concretistas de artistas como Yara Tupynambá, Amilcar de Castro e Álvaro Apocalypse. Galeria de Arte do BDMG Cultural. Rua Bernardo Guimarães 1600, Lourdes, ☎ 3277-4384. Todos os dias, 10h às 18h. Grátis. Até dia 30.

✪✪✪ VIVA ELIS. Idealizado por seu filho João Marcello Bôscoli, o projeto começou em março deste ano com a série de shows em que Maria Rita apresentou pela primeira vez clássicos consagrados na voz da mãe. Elis Regina recebe agora outra homenagem, mas desta vez em forma de exposição. As galerias Genesco Murta e Arlinda Corrêa Lima, no Palácio das Artes, exibem uma mostra de vídeos de entrevistas e shows, réplicas de figurinos marcantes, objetos cedidos pela família e cerca de 200 fotos da cantora. Segundo Bôscoli, um dos ambientes mais emocionantes para os fãs é a sala em que se ouve somente a voz da Pimentinha, sem acompanhamento instrumental. Galerias Genesco Murta e Arlinda Corrêa Lima — Palácio das Artes. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro ☎ 3236-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 6 de janeiro de 2013.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE